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Banco Mundial reduz previsão de crescimento da economia brasileira em 2026

Pressão da guerra no Oriente Médio no preço dos combustíveis levou a uma revisão para baixo da economia nacional

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Expansão da economia global deve passar por uma desaceleração com os impactos da guerra no Oriente Médio
Expansão da economia global deve passar por uma desaceleração com os impactos da guerra no Oriente Médio • Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco Mundial reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira de 2% em janeiro para 1,9% segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (11). Para a instituição, a desaceleração é reflexo de um menor ritmo de consumo, manutenção de juros elevados e um cenário externo mais adverso com o conflito no Oriente Médio.

A projeção leva em consideração a alta nos preços dos combustíveis em razão da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz. O conflito resultou em uma disparada no preço do barril de petróleo, pressionando a inflação e contribuindo para uma política monetária mais restritiva.

O relatório do Banco Mundial também cita um enfraquecimento do comércio global como uma das consequências da guerra. "Prevê-se que o crescimento abrande em todas as regiões em 2026, em grande parte devido às consequências do conflito no Médio Oriente, ao abrandamento do comércio e ao aperto das condições monetárias”, disse a instituição.

A instituição ressalta que a “desinflação” no país estagnou em meio às pressões do mercado de combustíveis. Apesar da revisão para baixo, a economia brasileira segue beneficiada pelo desempenho das exportações de commodities e projeta um crescimento médio de 2,1% entre 2027 e 2028.

Segundo o documento, a economia global também deve desacelerar em 0,1 ponto percentual se comparado com a leitura de janeiro, a 2,5%. A projeção ainda é a menor observada desde a pandemia de Covid-19. Para a instituição, a expansão da economia global ainda pode desacelerar para 1,3% caso as interrupções no abastecimento de energia sejam mais graves.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.