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Festa da Luz de BH estreia com tema 'O Brasil é América Latina'; veja programação

Festival reúne instalações artísticas, videomapping, música, performances, debates e experiências imersivas a partir desta quinta-feira (25)

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Festa da Luz estreia nesta quinta-feira (25)
Festa da Luz estreia nesta quinta-feira (25) • Carolina Faraco

A Festa da Luz chega à sua 5ª edição e ocupa o hipercentro de Belo Horizonte entre esta quinta-feira (25) e domingo (28). Com o tema “O Brasil é América Latina”, o festival reúne instalações artísticas, videomapping, música, performances, debates e experiências imersivas em diferentes pontos da capital mineira.

Com programação gratuita, o evento transforma ruas, praças, edifícios e monumentos do centro da cidade em espaços de arte contemporânea. Ao todo, são 12 instalações espalhadas pelo circuito, além de uma mostra latino-americana de videomapping, apresentações musicais, intervenções urbanas e atividades formativas.

Neste ano, o festival, que promete destacar os laços culturais que unem o Brasil aos demais países latino-americanos, amplia sua ocupação do centro de Belo Horizonte, com atividades em locais como o Parque Municipal, Praça Rui Barbosa, Viaduto Santa Tereza, Rua Sapucaí, Praça da Estação e Museu de Artes e Ofícios.

Instalações e obras interativas

Entre os destaques da programação estão as esculturas infláveis monumentais “Filhos do Sopro”, da artista brasileira-mexicana Fefê Talavera. Inspiradas nos alebrijes, criaturas fantásticas da tradição mexicana, as obras ocupam a Praça Fuad Noman, os edifícios Sulacap e Sulamérica e o Viaduto Santa Tereza.

Na Rua Sapucaí, o artista mexicano Ocote apresenta “TolTech”, instalação que mistura referências da cultura tolteca com elementos da tecnologia digital. No mesmo local, Luiz Oliveira exibe “Planta Baixa: o lúdico arquitetado”, videogame interativo projetado na fachada da antiga Rede Ferroviária.

O Parque Municipal recebe três grandes obras. Entre elas está “Rios Voadores”, da paraense Roberta Carvalho, projeção em cortina de água inspirada no fenômeno climático amazônico. Também integram o espaço a instalação “Dance Flowers”, do coletivo francês Spectaculaires, e “Pedras de Duwid ou Boca de Marte”, do artista indígena Gustavo Caboco.

Já na Praça Rui Barbosa, o público poderá interagir com “Céu em Nós”, painel de LED criado por Rafael Ski que reage aos movimentos dos visitantes.

Mostra Latino-Americana de Videomapping

Uma das atrações mais tradicionais da Festa da Luz volta a ocupar a fachada do Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação.

Com curadoria da SSA Mapping, a Mostra Latino-Americana de Videomapping reúne 18 artistas e coletivos do Brasil, Bolívia, Colômbia, Guatemala e Uruguai. As projeções acontecem na quinta-feira (25) e na sexta-feira (26).

Música e DJs

A programação musical também destaca a diversidade sonora do continente. O projeto Rádio Améfrica ocupa o Baixio do Viaduto Santa Tereza com apresentações de DJs e coletivos que transitam por ritmos afro-diaspóricos e latino-americanos.

Entre os nomes confirmados estão Ordinária, DJ Capone, GLAU, Afrokong, Vivi Uaiss e Shom Uaiss.

No fim de semana, a Praça da Estação recebe o MUMA – Música e Mapping, que promove encontros entre artistas visuais e músicos como Tamara Franklin, Célia Sampaio, Academia da Berlinda, Bloco Swing Safado, Claudia Manzo e Orquestra Atípica de Lhamas.

Performances e ocupação urbana

A programação performática acontece durante os quatro dias do festival e inclui atrações itinerantes como o Trovão Tropical, projeto de videomapping móvel, além de apresentações do Circo Gamarra, Siriara e WIGokê.

A abertura oficial fica por conta do grupo OriSamba, da Lagoinha. Na sexta-feira (26), o Viaduto Santa Tereza recebe mais uma edição do Duelo de MCs, com show de Max B.O. e intervenções de graffiti.

No domingo (28), o Boi Livre de Mestre Faria percorre o circuito do festival.

Debates e oficinas

O Espaço Cemig concentra a programação de debates e atividades formativas. Entre os destaques estão encontros sobre videomapping, festivais culturais, cultura digital e uma oficina do coletivo Gambiologia para a criação de luminárias inspiradas nos arcos do Viaduto Santa Tereza.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.