Belo Horizonte está se consolidando como um verdadeiro laboratório de tendências para o mercado de bebidas brasileiro. Da capital mineira saíram sucessos como o Xeque Mate e a Lambe Lambe, e agora, a nova aposta para os foliões é o Sky Kush Ice, o lançamento mais recente da Lamas Destilaria.
A bebida chega no formato RTD (‘Ready to Drink’, ou seja, pronto para beber), combinando whisky, limão e compostos naturais. O diferencial, que pode despertar curiosidade, é o uso de combinações que recriam o perfil sensorial da ‘OG Kush’, uma das linhagens de cannabis. No entanto, a destilaria garante que o foco é puramente gastronômico.
Aroma e sabor, sem efeitos colaterais
Diferente do que o nome possa sugerir, a nova bebida não contém THC ou CBD, principais canabinoides da planta. A proposta é explorar o potencial botânico dos terpenos, compostos aromáticos presentes em diversas plantas que conferem notas cítricas.
"É uma forma de explorar o potencial botânico dos terpenos, algo que já acontece na cerveja artesanal e na coquetelaria, mas ainda é raro no universo do whisky”, explica Luciana Lamas, diretora executiva da destilaria.
Com 6% de teor alcoólico, a bebida é descrita pela empresa como leve e gaseificada, feita para ser consumida gelada. Ela surge como uma evolução da linha Sky Kush, que agora ganha uma versão mais refrescante e democrática para ocasiões descontraídas.
Lançamento
A estreia oficial acontece no Carnaval de Belo Horizonte, onde uma tiragem inicial de 20 mil latas será distribuída em pontos estratégicos e áreas de concentração de blocos. A escolha da capital mineira como ponto de partida é estratégica, servindo de termômetro antes de uma tentativa de expansão nacional.
A expansão para pontos físicos em outros estados ocorrerá de forma gradual, começando pelo e-commerce da Lamas ainda em fevereiro, com entrega para todo o Brasil.
Descriminalização da maconha no Brasil
A maconha continua sendo uma substância ilegal no Brasil, no entanto, o porte para uso pessoal não é mais considerado um crime desde a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em junho de 2024, após um longo julgamento iniciado em 2015.
A venda, o cultivo (salvo exceções médicas) e o tráfico continuam sendo crimes puníveis com prisão. A decisão do STF estabeleceu um critério objetivo para diferenciar usuários de traficantes: a quantidade de até 40 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas.