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Arte pública: artista mineiro assina próximo macromural tridimensional no Aglomerado da Serra

Em sua 5ª edição, o projeto pioneiro transforma 28 fachadas no Aglomerado da Serra com graffite 3D, promovendo oficina de formação, geração de renda e reforma de quadra comunitária

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Imagem da última edição • Lucas Motta

Até o dia 22 de novembro de 2026, o MAMU – Morro Arte Mural realiza sua 5ª edição no Aglomerado da Serra, maior favela de Minas Gerais. Ocupando o microterritório do Canão e o entorno da Avenida Mem de Sá, o projeto de arte pública cria um circuito monumental a partir da pintura integrada das fachadas de 28 casas da comunidade.

Nesta edição, a intervenção de grande porte é assinada pelo graffiteiro mineiro Ed-Mun, reconhecido internacionalmente pelas técnicas de Wild Style e letras em 3D. O artista encara o maior desafio de sua carreira ao aplicar a ilusão de óptica tridimensional sobre a volumetria e as variações de iluminação da arquitetura real do morro. Além da pintura, o MAMU traz uma importante ação em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte para a requalificação completa e pintura da antiga quadra esportiva da região, abandonada há anos.

"Comecei no Barreiro e o graffite me levou para o mundo, mas realizar um trabalho desse porte em Belo Horizonte é o maior desafio da minha carreira. Trabalhar com luz, sombra e 3D em dezenas de casas ao mesmo tempo é complexo. Minha ideia é honrar a essência do graffite, que são as letras, criando essa experiência imersiva para os moradores", destaca Ed-Mun.

Ancestralidade da escrita, juventude e impacto econômico

Com direção artística e curadoria de Juliana Flores e direção criativa de Fatini Forbeck, o tema Serrão 2026 conecta a essência do picho e do graffite às primeiras inscrições humanas e sinais urbanos de existência. O ponto de observação do macromural é voltado prioritariamente para a própria vivência interna da comunidade.

A iniciativa conta com patrocínio da Cemig via Lei Estadual de Incentivo à Cultura e foca no fortalecimento da economia criativa local: o projeto contrata profissionais, fornecedores e mão de obra do próprio aglomerado, promovendo também oficinas formativas em artes visuais para a juventude da região.

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Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.

 

 

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