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Gerson joga no Cruzeiro só com o peso do nome até o momento

Contratação mais cara da história do Cruzeiro, meia ainda não vingou com a camisa do clube

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Contratação mais cara da história do Cruzeiro, o meio-campista Gerson ainda não vingou. Por enquanto, são 17 jogos com a camisa celeste e uma titularidade que se sustenta muito mais pelo peso do nome do que pelo futebol apresentado.

Conhecido como "Coringa" por sua versatilidade, o reforço cruzeirense já atuou em quase todas as funções do meio de campo, mas ainda não se encaixou em nenhuma delas.

É normal que qualquer treinador tente encontrar um lugar no time para um reforço de quase 30 milhões de euros — não apenas pelo valor, mas pela qualidade indiscutível do jogador, que ainda não foi vista no Cruzeiro.

Tite mexeu em praticamente todas as peças do meio de campo, mas Gerson foi intocável. É compreensível que Artur Jorge tente recuperá-lo, mas resta saber se o jogador está disposto. Além da parte técnica, falta a ele mais competitividade.

É óbvio que o problema do Cruzeiro não passa apenas pela baixa produção de Gerson. Há muitos jogadores devendo, e está bem claro que o problema não era apenas o treinador. Mas a "operação Gerson" não foi nada fácil, e ele precisa entregar mais em campo. Não se sabe se a ausência praticamente certa na Copa do Mundo o desanimou, mas, antes de tudo, ele é jogador do Cruzeiro e precisa corresponder às expectativas e ao alto valor investido em sua contratação.

Estamos falando de um craque, que pode dar a volta por cima e assumir o papel de protagonista que se espera dele. Até o momento, apenas lampejos.

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Mineiro de Oliveira e graduado em Jornalismo na PUC-MG. Profissional apaixonado por futebol e outros esportes com passagens por Estado de Minas, Superesportes, Rádio Transamérica e O Tempo. Atua como comentarista e repórter da Itatiaia.