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A Seleção não é mais uma potência, mas o sonho do hexa continua

Mas ainda é possível sonhar com o hexa? Sendo objetivo, a resposta é sim

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Vinícius Andrade
Vinícius Andrade • Itatiaia

A derrota da Seleção Brasileira para a França, no amistoso dessa quinta-feira (26), reforçou o que já sabíamos: a distância entre as equipes é grande. E é natural que essa diferença exista — basta olhar para o tempo de cada treinador no comando de suas seleções.

Didier Deschamps está à frente da França há 14 anos. Nesse período, o Brasil teve sete treinadores diferentes, sendo que o atual, Carlo Ancelotti, tem menos de um ano no comando da Amarelinha.

Para piorar, o Brasil teve a missão de parar um dos ataques mais poderosos do mundo sem cinco titulares do sistema defensivo: Alisson, Éder Militão, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães. Com tantos problemas, era de se esperar que a Seleção sofresse contra uma das favoritas à conquista da Copa do Mundo.

Mas a maior preocupação continua sendo o setor ofensivo. Seja contra a França ou a Tunísia, a Seleção tem esbarrado na dificuldade de criar jogadas. Vini Jr. e Raphinha são extremamente decisivos no Real Madrid e no Barcelona, mas, na Seleção, não conseguem assumir o protagonismo. Será que, na Copa, a história será diferente? Luiz Henrique é o único que tem oferecido algum sopro de esperança ao ataque brasileiro.

Há um nome que tem o talento necessário para assumir esse protagonismo: Neymar Jr. Uma pena que ele pareça não fazer tanta questão de disputar sua última Copa.

Mas ainda é possível sonhar com o hexa? Sendo objetivo, a resposta é sim. É verdade que o Brasil não está entre as cinco melhores seleções do mundo, mas Copa é tiro curto, e o mata-mata diminui as distâncias técnicas. Se fosse um campeonato de pontos corridos, como o Brasileirão, diria que brigaríamos por um G6. Como se trata de Copa, o sonho ainda permanece.

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Mineiro de Oliveira e graduado em Jornalismo na PUC-MG. Profissional apaixonado por futebol e outros esportes com passagens por Estado de Minas, Superesportes, Rádio Transamérica e O Tempo. Atua como comentarista e repórter da Itatiaia.

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