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Cobrança segue: Cruzeiro aposta em Artur Jorge e exige resposta do elenco

Time celeste ocupa a lanterna da Série A do Campeonato Brasileiro e busca reação rápida na temporada

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Coluna da Nathália Fiuza
Coluna da Nathália Fiuza • Itatiaia

Após mais um tropeço do Cruzeiro, que segue sem vencer sequer uma partida no Campeonato Brasileiro, o torcedor celeste tem apenas uma convicção: Artur Jorge vai encontrar um time totalmente desfigurado.

O empate de ontem com o Santos, por 0 a 0, evidenciou, mais uma vez, um time sem rumo. O Cruzeiro não tem mais padrão de jogo: não é intenso na marcação, não tem velocidade nas transições, não consegue pressionar o adversário. Ainda que não tenha sofrido gol contra o Peixe, o setor defensivo é o pior do campeonato e não passa confiança. Lá na frente, uma imensa incapacidade de construção ofensiva e um ataque absolutamente dependente de Kaio Jorge.

A queda de desempenho coletivo passa, também, pela derrocada individual de peças fundamentais neste elenco: Fabrício Bruno, Matheus Pereira e Lucas Silva, por exemplo, não estão na melhor fase. Quem chegou, pouco agregou até agora, principalmente no caso de Gérson, que aparentemente ainda não se encontrou em campo.

A data Fifa cai como uma benção no Cruzeiro: tempo para respirar, assimilar os problemas e trabalhar. A chegada de Artur Jorge renova o fôlego e a esperança, mas não se deve esperar milagres. Sozinho, o português não conseguirá salvar a temporada. A resposta precisa vir também do elenco.

Ontem, após o jogo, Matheus Cunha, agora titular na meta celeste, disse: “Com todo respeito, a gente tem que esquecer o Jardim. Jardim passou. Foi um ano muito bom para o Cruzeiro, mas com todo respeito, não ganhou nada”.

Ainda que alguns tentem polemizar, dizer que ele quis minimizar ou tirar méritos do trabalho de Leonardo Jardim, acredito que o goleiro está certo.

Está na hora desse elenco olhar para a frente. É urgente que esses jogadores comprovem suas qualidades e mostrem que o desempenho de 2025 não foi apenas por causa do antigo treinador, nem mesmo obra do acaso. Que eles voltem a render como antes e busquem superar o que foi feito com Leonardo Jardim.

Artur Jorge, acredito, vai propor um futebol mais simples e objetivo, com rapidez e equilíbrio. É provável, também, que ele aumente a rigidez e a cobrança no dia a dia. Tudo isso tende a ser benéfico, mas apenas se os jogadores mostrarem foco e consistência. Sem isso, dificilmente o ano de 2026 vai entrar nas páginas heroicas e imortais do clube.

Reafirmo: Cruzeiro mudou o comando, mas a responsabilidade continua com quem está em campo.

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Nathália Fiuza é comentarista da Rádio Itatiaia e escreve diariamente aqui.