Alexandre Simões | Atlético vence Cruzeiro e atinge marca expressiva como visitante

Os clássicos entre Cruzeiro e Atlético com um dos dois sendo realmente mandante, por contar com maioria absoluta da torcida ou a totalidade do público no estádio, começaram em 1º de agosto de 2010, com a Raposa fazendo 1 a 0 no Galo, que era mandante, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Depois de quase 16 anos e 63 confrontos nesse formato, os 3 a 1 dos alvinegros no último sábado (2), no Mineirão, decretaram uma marca importante para os atleticanos, que venceram mais do que perdem na condição de visitante nesses jogos.
Os números gerais dos 63 confrontos mostram 26 vitórias do Atlético, 19 empates e 18 vitórias do Cruzeiro. Quando o desempenho dos clubes é analisado de acordo com o mando de campo, percebe-se que o Galo realmente se dá melhor recebendo o maior rival diante de sua torcida.
Em 32 clássicos com o Atlético sendo o mandante, ele venceu 16, exatamente a metade, empatou sete e perdeu nove.
O Cruzeiro teve o mando de campo do clássico em 31 oportunidades. E no sábado viu o maior rival tomar a frente do retrospecto nesse recorte, pois o Atlético venceu um confronto com o maior rival sendo realmente mandante pela décima vez. Neste cenário, a Raposa ganhou nove vezes e foram 12 os empates.
Essa história começou em Minas Gerais em 1º de agosto de 2010, com a Raposa fazendo 1 a 0 no Galo, que era mandante, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Nesta época, Mineirão e Independência estavam em reforma, para receberem jogos ou treinos das Copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014), e os clubes ficaram sem estádio para jogar em Belo Horizonte.
Pela estrutura da Arena do Jacaré e por causa do deslocamento dos torcedores de Belo Horizonte até Sete Lagoas, as autoridades decidiram por torcida única nos clássicos disputados lá.
Isso foi mantido com a reinauguração do Independência. A partir de 2013, com a reabertura do Mineirão, este cenário de não se ter mais clássicos com torcida dividida foi decretado.
O Atlético tinha o direito de exploração comercial do estádio do Horto e jogava lá, com os cruzeirenses tendo o acesso ao estádio limitado. O mesmo acontecia com o mando de campo do Cruzeiro, no Gigante da Pampulha.
Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro
