Falta de seguro rural, clima adverso e juros altos formam receita completa para inadimplência do agropecuarista nos bancos
Observando o movimento dos agropecuaristas a procura de financiamentos para o ano agrícola 25/26, o movimento caiu 24% em comparação ao mesmo período do ano passado. E o pior é a grande dificuldade para renegociação das dívidas e atender ao rígido cadastro dos bancos. Confira com Valdir Barbosa…

Amigas e amigos do Agro!
O Banco do Brasil que detém em torno de 50% dos valores a serem financiados para a produção agrícola tem hoje uma inadimplencia de 4% contra 2.45% do último ano da agropecuária.
Dos 20 mil clientes que não pagaram seus empréstimos, 54% deles sempre estiveram em dia com seus pagamentos. Essa inadimplencia está mais acentuada nas regiões sul e centro-oeste, nas culturas de milho, soja e bovinos.
Os anos seguidos de seca e chuvas em excesso e a falta de um seguro rural, deixaram produtores gauchos em situação delicada. Junta-se a isso o preço do arroz, que somente agora vai subindo.
No centro-oeste, além dos problemas climáticos, uma supersafra de milho jogou os preços lá embaixo e algumas cotações não cobriam nem o custo de produção, que vai da preparação da terra, plantio até a colheita. Também houve forte queda na venda de milho para a China esse ano.
O agro também está ligado ao possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia por causa principalmente da ureia agrícola, fertilizante fundamental na agricultura.
Vários outros fertilizantes já foram importados, com recorde de desembarque em julho. Comprar ureia da Rússia hoje, é um risco de sofrer novas sobretaxas de Donald Trump assim como a India que comprou petróleo russo.
Principis fornecedores de ureia para o Brasil com aumento de 18%:
A Rússia cobre 28% de nossa necessidade de ureia; China, 21% e o Canadá, 13%. Marrocos, Egito, Israel, Estados Unidos e outros países em menor quantidade complementam a cota de ureia brasileira.
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa…
Ouça a coluna de Valdir Barbora desta terça-feira (19)
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



