Zema minimiza mudanças no Brasil com retorno de Trump nos EUA
Para o governador, no entanto, a volta do republicano à Casa Branca anima a direita brasileira

*Baku (Azerbaijão) – O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), minimizou os impactos que o retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos pode ter para o Brasil.
“Eu não vejo grandes repercussões, diferenças não. Há 4 anos atrás, o Trump saiu, entrou o Biden. Tivemos grandes mudanças no Brasil? Não. Parece que o que há, eu percebo, é muito ruído, muita falação: ’Ah, mudou o presidente lá, vai mudar tudo aqui’", declarou Zema em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (12).
Ele está em Baku, no Azerbaijão, onde participa da COP 29, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.
“Eu vejo que vamos ter, sim, um país mais atuante, porque hoje os Estados Unidos têm perdido o seu protagonismo no mundo, que ele tinha até pouco tempo atrás. E vejo que com o retorno do Trump, talvez nós consigamos ver esse protagonismo ser fortalecido. Nós temos visto a Ásia ascender muito e o Ocidente perder espaço”, declarou.
Para o chefe do Executivo mineiro, o retorno de Trump também pode reanimar a direita brasileira.
“Melhor do que se os democratas tivessem vencido a eleição, não resta dúvida", pontuou.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



