Voto de Fux será base para novas medidas de Bolsonaro e aliados
Ações vão desde pedido de anulação até recurso a cortes internacionais

O voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, deve dar sustentação para pelo menos três medidas que devem ser adotadas por aliados e pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Uma delas é o pedido de anulação do processo por foro inadequado. No entendimento do ministro, o Supremo Tribunal Federal não é o local adequado para o julgamento - já que réus, como Bolsonaro, por exemplo, não ocupam cargos que tenham prerrogativa de foro especial.
Fux também acolheu a argumentação de cerceamento da defesa, ou seja, algo que esbarraria no direito fundamental dos réus. O argumento de que fere direitos humanos foi justamente o que usado pelo presidente americano, Donald Trump, para aplicar a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e que pode ser estendido a outros ministros do Supremo, a defender dos votos.
Por último, Fux citou decisões tomadas com base em tratados globais que podem ser usados para que a defesa recorra a tribunais internacionais.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



