Voto de Fux será base para novas medidas de Bolsonaro e aliados
Ações vão desde pedido de anulação até recurso a cortes internacionais

O voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, deve dar sustentação para pelo menos três medidas que devem ser adotadas por aliados e pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Uma delas é o pedido de anulação do processo por foro inadequado. No entendimento do ministro, o Supremo Tribunal Federal não é o local adequado para o julgamento - já que réus, como Bolsonaro, por exemplo, não ocupam cargos que tenham prerrogativa de foro especial.
Fux também acolheu a argumentação de cerceamento da defesa, ou seja, algo que esbarraria no direito fundamental dos réus. O argumento de que fere direitos humanos foi justamente o que usado pelo presidente americano, Donald Trump, para aplicar a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e que pode ser estendido a outros ministros do Supremo, a defender dos votos.
Por último, Fux citou decisões tomadas com base em tratados globais que podem ser usados para que a defesa recorra a tribunais internacionais.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



