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Senado pode derrubar medidas restritivas contra Do Val, diz Senador

Parlamentares vão usar como precendente caso do Aécio Neves

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Senador Eduardo Girão
Senador Eduardo Girão  • Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou nesta segunda-feira (4) que o plenário do Senado pode votar a derrubada das medidas cautelares impostas ao senador Marcos do Val (Podemos-ES), entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Colocar tornozeleira eletrônica não é apenas humilhar o senador Marcos do Val, é também uma tentativa de desmoralizar o Senado. Os senadores terão que reagir. Medidas como essa precisam passar pelo plenário, e acredito que haverá sabedoria para rejeitar mais esse abuso do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou o senador.

Segundo defendeu o senador, assim que o STF enviar à presidência da Casa o ofício comunicando as restrições impostas a Do Val, qualquer parlamentar poderá apresentar um requerimento para que o plenário delibere sobre a manutenção ou rejeição das medidas cautelares.

No entanto, até o momento, Moraes não enviou a notificação ao Senado. Caso o ministro não envie, parlamentares da oposição articulam pedir uma questão de ordem para levar o caso ao plenário.

A estratégia da oposição tem como base um precedente de 2017, quando o Senado derrubou medidas impostas ao então senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Na época, a Primeira Turma do STF havia determinado o afastamento de Aécio do mandato e a aplicação de recolhimento noturno, após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base em delações da J&F.

O Senado, no entanto, decidiu derrubar as decisões do Supremo por 44 votos a 26.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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