Belo Horizonte
Itatiaia

Reforma Tributária pode afetar relação do Brasil com países vizinhos

Imposto seletivo de automóveis pode afetar relações comerciais e diplomáticas com Uruguai e Argentina. Investigação antidumping do leite pioria o cenário

Por
Governo descarta avanço do acordo Mercosul-UE no G20 | CNN Brasil
Acordo reunirá cerca de 720 milhões de pessoas e envolverá economias que somam um PIB de aproximadamente US$ 22 trilhões • Créditos: CNN Brasil

Um dos pontos da regulamentação da Reforma Tributária pode desagradar países vizinhos, principalmente Argentina e Uruguai. O capítulo 4, que trata das alíquotas de imposto seletivo para veículos, no artigo 417, enumera os critérios para gradação da alíquota e um deles é "a realização de etapas fabris no país", significa que automóveis fabricados no Brasil ou com peças produzidas em território nacional devem pagar um imposto menor.]

Exportações

No entanto, Uruguai e Argentina, no setor automotivo, tem um volume de exportação considerável para Brasil. Com as industrias inslatadas em solo brasileiro pagando menos, a concorrência para os vizinhos sulamericanos fica maior. Atualmente, a relação entre os países é regida por a cotas tarifárias estabelecidas em acordos comerciais do Mercosul.

Investigação antidumping

O Uruguai mantem com o Brasil excelente relação diplomática e é um importante interlocutor em momentos de descompasso político entre o governo brasileiro e o argentino. O imposto seletivo da reforma tributária, que preocupa os vizinhos, aliado à investigação aberta pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), neste mês, sobre a possível prática de dumping contra Uruguai para o Brasil podem fragilizar a relação entre as partes. A Confederação Nacional da Industria fez o pedido por considerar que os dois países estariam vendendo leite em pó abaixo do preço justo e, com isso, prejudicando a venda da produção leiteira do Brasil.

Por

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

Tópicos