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Reforma ministerial: Lula estuda Pacheco no MDIC e Alckmin na Defesa

Presidente do Senado é cotado também para o Ministério da Justiça

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Além do Ministério da Justiça, o senador Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Congresso Nacional, é cotado também para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), hoje ocupado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). A mudança é parte da reforma ministerial que está sendo desenhada pelo Planalto.

Nesse caso, Alckmin assumiria o Ministério da Defesa, atualmente chefiado por José Múcio, que já demonstrou insatisfação em permanecer na pasta. A ida do vice-presidente para o ministério que lida com a segurança pública seria um sinal de prestígio para a categoria, visto que significaria uma ligação mais direta com o Presidente da República. A estratégia pode melhorar a relação do Governo Federal com as Forças Armadas, que é delicada.

Indústria

Já Rodrigo Pacheco ficaria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) coordenando a Política Industrial do Governo,e se aproximando do setor produtivo mineiro, atualmente, muito ligado ao governador de Minas Geras, Romeu Zema (Novo).

Governo de Minas

Como potencial candidato ao Governo de Minas em 2026, além de estar a frente de uma pasta com entregas, Pacheco dialogaria diretamente com o empresariado mineiro, inclusive com a parcela que simpatiza com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ministério da Justiça

Uma outra possibilidade seria Rodrigo Pacheco no Ministério da Justiça, no lugar de Ricardo Lewandowski. A pasta é considerada por ter relação com perfil do mineiro, que é advogado e um nome em potencial para o Supremo Tribunal Federal ou alguma outra Corte.

Cota do Lula

Pacheco sendo escolhido para o MIDC, ele entraria na cota do presidente Lula e não do PSD. Mesmo caso seria o do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira que, apesar da pressão do grupo ligado ao senador Davi Alcolumbre (União Brasil), pode permanecer na cota do presidente.

Minas e Energia

Alcolumbre, que deve ser eleito presidente do Congresso Nacional em fevereiro, tem interesse não apenas no Ministério, mas em agências reguladores como Agência Nacional de Elergia Elétrica (ANEEL), Agência Nacional de Petroleo (ANP) e Agência Nacional de Mineração (ANM), um dos motivos de as indicações não terem evoluido.

O senador vislumbra o fututo com o Ministério de Minas e Energia sem Alexandre Silveira à frente, por esse motivo briga icontra as indicações do peesedita para as agencias reguladores. Apesar do desejo de ter controle da pasta que cuida da política enérgética do Brasil, o senador esbarra na confiança de Lula em Silveira. O presidente vê o ministro como aliado de primeira ordem na pasta que é considerada estratégica e a "bola da vez". No entanto, o petista está sendo pressionado e a moeda de troca é a colaboração do Senado para pautas prioritárias para o governo.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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