Itatiaia

Pré-candidato à presidência, Augusto Cury propõe uso de drones contra feminicídio

Psiquiatra diz que vítimas teriam 'botão de pânico' e drones chegariam antes da polícia para evitar agressões

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Augusto Cury, pré-candidato à presidência, é um dos autores mais lidos do Brasil • Krisia Oliveira/Divulgação

Pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, o psiquiatra e escritor Augusto Cury defendeu, em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (7) o uso de drones com sirene e inteligência artificial para atender mulheres sob risco de violência doméstica.

Autor de best-sellers e um dos escritores brasileiros mais vendidos do mundo, Cury lançou sua pré-candidatura com discurso voltado à segurança e à saúde mental. Ao se filiar ao Avante, o conhecido autor revelou que não deseja seguir com a política caso não seja eleito.

A proposta para as mulheres, segundo Cury, prevê um aplicativo com botão de pânico que enviaria a localização da vítima à delegacia mais próxima. O drone seria despachado antes da chegada da polícia.

“Tem de sair da delegacia drones com sirene de alerta rapidamente até a vítima, para que possamos coibir que a violência se materialize”, disse.

Segundo ele, o equipamento poderia registrar imagens e funcionar como mecanismo de dissuasão. “Talvez o Brasil seria o primeiro do mundo a usar drones com inteligência artificial para proteger as mulheres.”

Cury também defendeu acompanhamento psicológico anual para crianças até 12 anos pelo SUS, com o objetivo de identificar abusos sexuais.

“A cada 45 segundos uma criança no Brasil sofre maus-tratos ou abuso sexual. O governo tem que ter uma escuta ativa e periódica”

Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da Republica

A proposta surge em meio ao avanço dos casos e da relevância do tema para as eleições presidenciais deste ano. Em 2025, o Brasil registrou mais de 1.500 feminicídios, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.