O que a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro tem a ver com política?
A personagem interpretada pela atriz retrata o drama vivido em governos autoritários e está no foco dos debates mundiais sobre o risco das crises em democracias

A vitória de Fernanda Torres na premiação do Globo de Ouro mostra não apenas o talento inegável da atriz, mas a forma como ela conseguiu retratar o drama de famílias vítimas da ditadura, reacendendo, assim, além do debate sobre governos autoritários, a discussão sobre polarização.
“Ainda Estou Aqui“, filme de Walter Salles, conta a história de Eunice Paiva, mulher de Rubens Paiva, desaparecido durante o período militar, em 1971. A experiência é contada pelo filho de Eunice, o jornalista Marcelo Rubens Paiva, em livro de mesmo nome.
Conjunturalmente, podemos dizer que o prêmio de Fernanda Torres foi pela atuação, pela importância de retratar um tema histórico e, claro, como ela mesma disse, para coroar o talento comum entre a filha e a mãe, que concorreu ao Globo de Ouro, em 1999, com o filme “Central do Brasil, também de Walter Salles.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



