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Novistas aderem ao ‘voto útil’ e substituem Zema por Flávio no 1° turno

Candidatos querem evitar o segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula

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Romeu Zema durante agenda em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, em MG
Romeu Zema durante agenda em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, em MG • Campanha Zema/Divulgação

Mesmo tendo candidatura à presidência da República, candidatos do Partido Novo estão declarando voto ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ainda no 1º turno das eleições. Por considerarem que o presidenciável do Partido Liberal é o concorrente da direita que tem chances de vencer no dia 4 de outubro, os postulantes estão usando a estratégia do “voto útil”.

A estratégia confronta com um dos motivos do lançamento da candidatura de Romeu Zema (Novo) que foi justamente puxar votos para candidatos ao parlamento nacional e às casas legislativas estaduais. No entanto, com o baixo desempenho nas pesquisas, o novista começa a ser preterido pelos pares. No Datafolha mais recente, Zema aparece com 2% das intenções de votos e na Quaest, divulgada nesta semana, marcou apenas 1%. Em agosto, no Datafolha, chegou a 3%.

A movimentação ocorre em um cenário de forte concentração de votos em Lula e Flávio Bolsonaro. No Datafolha de 21 de setembro, o petista tinha 39% e o senador, 36%, enquanto os demais candidatos apareciam em um patamar bem inferior. O próprio Zema, que disputa a Presidência pelo Novo, passou a defender que, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, apoiará o candidato que estiver contra o PT. A aproximação, agora, avançou para integrantes do partido no primeiro turno.

A primeira a tornar pública a adesão foi Marina Helena, candidata do Novo a deputada federal por São Paulo. Segundo ela, a decisão foi tomada após conversar com Zema e receber autorização para declarar apoio a Flávio. Marina justificou a escolha pela necessidade, em sua avaliação, de impedir a continuidade do governo Lula e também citou decisões do Supremo Tribunal Federal, afirmando que não gostaria de correr o risco de uma nova composição da Corte que, segundo ela, mantivesse medidas adotadas nos últimos anos contra redes sociais.

No Distrito Federal, o candidato do Novo ao Senado Sebastião Coelho também anunciou que deve apoiar Flávio ainda no primeiro turno. A adesão ocorre na esteira da autorização de Zema e de uma aproximação maior entre o presidenciável do Novo e o candidato do PL. O movimento explicita uma mudança de estratégia: embora Zema mantenha sua candidatura presidencial, parte dos novistas passou a considerar que preservar a candidatura própria não é incompatível com concentrar votos em Flávio para tentar evitar uma disputa de segundo turno entre o atual presidente e o senador.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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