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Lula reúne com setor imobiliário que aponta soluções para fortalecer Minha Casa Minha Vida e média renda

Um dos principais desafios para reduzir o défict habitacional é garantir recursos e condições de financiamento para a população de baixa e média renda

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministro Fernando Haddad e representantes do setor imobiliário  • Reprodução/Redes Sociais

O governo federal está ouvindo as demandas do setor imobiliário para fortalecer o Minha Casa Minha Vida e destravar o acesso à casa própria para a população de baixa e média renda no Brasil. Na última terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Cidades, Jader Filho, se reuniram no Palácio do Planalto, com representantes da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC).

Na quarta-feira (29), a reunião para tratar do tema foi com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Para o setor imobiliário, a redução do défcit habitacional no Brasil passa por quatro pontos principais e um deles é acabar com o consiguinado do saque-aniversário.

FGTS e Saque-aniversário

A retirada de recursos, muitas vezes de forma inadivertida pela trabalhador, compromete o Fundo e Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que é a principal fonte de financiamento da casa própria. Uma das principais preocupações é que quando o trabalhador reduz o recurso no FGTS, ele, muitas vezes, inviabiliza o sonho da casa própria.

Isenção dos Fundos Imobiliários

O setor também reivindicou ao governo a manutenção da isenção dos Fundos Imobiliários, para incentivar os investimentos e preservar mais uma fonte de recursos para financiamento.

Prazo de resgate de LCI

A redução do prazo para resgate da Letra de Crédito Imobiliáro (LCI) foi outra demanda apresentada. O prazo inicial era de 90 dias, passou para 360 e, atualmente, é de 270 dias. A diminuição do período de carência também incentiva o investimento.

Compulsório da Popupança

Outro ponto importante, apontado pelo empresariado, é a liberação de 5% do compulsório da caderneta. Atualmente, o Banco Central exige um recolhimento compulsório de 20% sobre os depósitos de poupança. A proposta é que esse percentual seja liberado para o financiamento imobiliário.

Assista a entrevista na íntegra:

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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