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Governo topa receber ativos para abater dívida dos estados, mas resiste em desconto de valor remanescente

Proposta de Pacheco prevê deságio de 50% no valor que sobrar, após negociação de estatais

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Ao contrário do que disse o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o governo federal está disposto a negociar o estoque da dívida dos estados com a União e vai aceitar assumir estatais para o abatimento do valor integral devido. No entanto, o projeto do presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), prevê um desconto de 50% no valor excedente, que não for coberto pela negociação de ativos, e este é o ponto do conflito. O governo não aceitou o deságio previsto na proposta do senador, o que afeta, basicamente, todos os estados endividados.

Atualmente, nenhum dos entes federados tem ativos suficientes para cobrir toda a dívída. No caso de Minas, mesmo que fossem federalizadas Copasa, Cemig e Codemig, o valor total não pagaria a dívida de R$ 160 bilhões. Embora o governo federal não tenha aceitado dar desconto em valores remanescentes, Pacheco pretende insistir nesse ponto da proposta.

Anteriormente, Padilha havia dito que o governo não aceitaria redução do estoque da dívida porque a decisão impactaria os esforços de responsabilidade fiscal.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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