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Governo topa receber ativos para abater dívida dos estados, mas resiste em desconto de valor remanescente

Proposta de Pacheco prevê deságio de 50% no valor que sobrar, após negociação de estatais

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Ao contrário do que disse o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o governo federal está disposto a negociar o estoque da dívida dos estados com a União e vai aceitar assumir estatais para o abatimento do valor integral devido. No entanto, o projeto do presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), prevê um desconto de 50% no valor excedente, que não for coberto pela negociação de ativos, e este é o ponto do conflito. O governo não aceitou o deságio previsto na proposta do senador, o que afeta, basicamente, todos os estados endividados.

Atualmente, nenhum dos entes federados tem ativos suficientes para cobrir toda a dívída. No caso de Minas, mesmo que fossem federalizadas Copasa, Cemig e Codemig, o valor total não pagaria a dívida de R$ 160 bilhões. Embora o governo federal não tenha aceitado dar desconto em valores remanescentes, Pacheco pretende insistir nesse ponto da proposta.

Anteriormente, Padilha havia dito que o governo não aceitaria redução do estoque da dívida porque a decisão impactaria os esforços de responsabilidade fiscal.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.