Governadores vão se reunir nesta sexta (7) no RJ para articular derrubada de vetos do Propag
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás participam da reunião. A proposta será levada ao presidente do Congresso nacional com pedido de tramitação rápida.

Os governadores de estados endividados vão se reunir, nesta sexta-feira (7), no Rio de Janeiro, para articular a derruba de vetos do presidente Luiz inácio Lula da Silva (PT) ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Participam do encontro os governadores de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A reunião está marcada para às 10h, no Palácio Guanabara. Segundo o vice-governador, Mateus Simões (Novo), os líderes estaduais vão pedir tramitação rápida ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União) e ao presidente da Câmara dos deputados, Hugo Motta (Republicanos). "São dois pedidos que a gente tem para fazer com os presidentes. Primeiro, que tramite rapidamente, porque o Ministério da Fazenda já está começando a regulamentar o Propag. E segundo, para que os vetos, pelo menos 3 pontos mais graves que nos prejudicam muito, sejam derrubados", adiantou o vice-governador de Minas.
Insatisfação
Dentre os pontos de insatisfação dos estados, está o trecho o ponto que permitia a flexibilização do teto de gastos com o pessoal. Com o veto, os estados serão punidos ao completarem a terceira extrapolação consecutiva. Pela nova regra, os Estados que estão acima de 49% de gasto com pessoal teriam que se enquadrar em dois quadrimestres, sob pena de perder repasses de transferências Federais. Minas hoje gasta mais de 50% com pessoal.
Lula também vetou o trecho que previa que a União pagasse parcelas do estado com outros entes como bancos.
Minas vai aderir
Apesar das críticas, segundo o vice-governador de Minas, o estado deve usar o prazo máximo para ter tempo de aderir ao Propag depois de alterado. "Vamos aderir no momento certo, esperamos que um outro Propag, não o que o Lula sancionou. Mas aderiremos, só vamos fazer o uso do prazo que nós temos até o final do ano porque não ficou do jeito que a gente esperava e está custando 2 bilhões a mais para a gente do jeito que foi aprovado", afirmou Simões.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



