Filiação de Viana ao PSD expõe racha na chapa de Simões e pode 'complicar' Marcelo Aro
Isolado, governador pode ficar sem o PL e Federação União/Progressistas

A filiação do senador Carlos Viana ao PSD expõe um racha na chapa de Mateus Simões (PSD) e, internamente, há quem diga que o movimento deve 'complicar' o secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), que também é pré-candidato ao Senado.
Isolamento
Uma das fontes da coluna afirmou que a costura começou quando Simões percebeu que o União Brasil, partido federado com o Progressistas, desembarcaria da chapa. A virada de chave foi durante o evento que filiou os deputados Doorgal Andrada e Pedro Ahiara ao PP, em Belo Horizonte, quando o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, esteve presente, mas teria ignorado o vice-governador mineiro. Simões procurou interlocutores de Rueda, que confirmaram a mensagem de que o partido, de fato, não o apoiaria.
Com o desembarque da federação, somado à sinalização do PL por candidatura própria, Simões sentiu os ares do isolamento e teria, então, iniciado a articulação para receber Viana na chapa. O acerto ocorreu em uma reunião em Brasília, e a filiação foi consolidada nesta quarta.
O presidente nacional do PSD, Cássio Soares, também trabalhou ativamente na filiação de Viana. Aro já deixou claro que ele e Viana não cabem na mesma composição.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



