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Fora do Planalto, Flávio negocia alianças oferecendo expectativa de futuro

Crescimento nas pesquisas abre espaço para articulações

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Flávio Bolsonaro diz que trabalhará pelo fim do instituto da reeleição presidencial • Carlos Moura/Agência Senado

A PEC do Fim da Reeleição Presidencial, defendida por Flávio Bolsonaro (PL), tem sido interpretada como aceno do parlamentar para partidos de centro e lideranças políticas como o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos). A medida, se aprovada, aumentaria a rotatividade no Palácio do Planalto, e o possibilitaria à Flávio a construção de uma aliança para 2026, pensando na sucessão em 2030. Em resumo, um apoio atual poderia ser trocado por um apoio mais adiante.

Tarcísio de Freitas, que tenta a reeleição em São Paulo, será um dos nomes que em 2030 estará disponível para disputa à presidência. O governador tenta levar o Republicanos, importante representação da igreja evangélica, para a chapa de Flávio e já adiantou que fará palanque para o bolsonarista, independente da posição da legenda.

 

Parlamentares não serão afetados

Para diminuir a resistência, a proposta não proíbe reeleição de parlamentares e vale apenas para o executivo. Prefeitos e governadores também estão fora da lista e poderão concorrer à reeleição uma vez, mantendo a regra atual.

 

Expectativa de futuro

Negociar com expectativa de futuro é uma estratégia comum na política, principalmente para políticos que concorrem ao executivo sem estarem ocupando os cargos. Um candidato à reeleição pode oferecer cargos no presente e entregas na base eleitoral de seus aliados. Um postulante fora da cadeira, além de alinhamento ideológico e programático, normalmente lança mão de ganhos futuros para negociar.

 

Pesquisas

O crescimento e consolidação do nome de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de votos está abrindo espaço para que ele articule com base em uma possibilidade mais real de vitória. O PSD, por exemplo, que almeja se firmar como o maior partido do Brasil, terá candidato próprio, mas pelo menos dois dos três presidenciáveis filiados pela legenda são vistos pelo PL como potenciais ministros em uma eventual vitória de Flávio.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também é um nome bem visto como futuro ministro. As alianças que não forem costuradas no primeiro turno, certamente serão seladas no segundo. Quanto maior a possibilidade de eleição, mais atrativas ficam as composições.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.