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Desempenho do Brasil na Copa dita ritmo do calendário eleitoral brasileiro

Mundial distraí eleitorado de polêmicas e dá tempo para articulações

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Imagem de uma urna eletrônica
Imagem de uma urna eletrônica • Canva

O desempenho do Brasil na Copa do Mundo está ditando o ritmo do calendário eleitoral brasileiro. Além de ajudar a esvaziar o Congresso Nacional, o Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México chama a atenção e distrai o eleitorado das polêmicas em relação aos candidatos.

A ausência de alguns políticos que estão nos Estados Unidos tanto dificulta a articulação presencial quanto dá mais tempo para negociação de chapas. Mesmo para os que estão no Brasil, o alívio na pressão pode ser estrategicamente usado.

O senador Cleitinho, por exemplo, já disse que só vai decidir se é ou não candidato depois do mundial e a justificativa dele é simples: os brasileiros estão preocupados com a Copa.

A indefinição do senador, dita todo o ritmo da política mineira. O PL espera para saber se vai compor chapa com o senador. O PT também aguarda a definição do adversário para ver qual saída encontra para ser mais competitivo. E os partidos de centro que não terão candidato próprio também mantém o compasso de espera para ver em qual canoa vão embarcar.

Não apenas pelo sentimento de nacionalismo, mas também para ganhar tempo no calendário, muitos políticos disseram à coluna que torcem mais do que nunca para que o Brasil vá para final, que será no dia 19 deste mês, um dia antes do início do prazo para as convenções partidárias que começam dia 20 de julho e vão até 5 de agosto. Nesse período, os partidos definem quem são de fato os candidatos e quais alianças irão fazer.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.