COP 29 é uma das mais importantes desde 2015
A edição do Azerbaijao deve redefinir quanto os países ricos devem investir em combate do aquecimento global a partir de 2025

Nesta segunda-feira (11), começa a COP 29 - a Conferência da Organização das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima - mais importante dos últimos anos. Líderes mundiais considerados fundamentais no debate do meio ambiente não participarão. O presidente Lula por causa do tombo que levou em casa, não estará presente por recomendações médica. No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o primeiro ministro da Alemanha, Olaf Sholz, e a presidente da União Europeia, Ursula von der Leyn também não comparecerão. Essas ausências acontecem, justamente, no momento em que os integrantes da COP vão definir as Novas Metas Quantificadas Coletivas - ou seja, quanto de recurso os países ricos têm que levantar, a partir do ano que vem, para financiar ações de combate ao aquecimento global.
Novos valores
Essa é considerada uma das principais COPs desde 2015, quando foi assinado o Acordo de Paris, que estabeleceu metas para conter o aquecimento global e definiu que a partir de 2020 os paises desenvolvidos destinariam U$100 bilhoes por ano para conter o efeito estufa no mundo, esse seria o piso a ser praticado a partir de 2025, quando os valores daí pra frente seriam redefinidos. No entanto, briga entre os gigantes é feia.
Novos financiadores
As nações tradicionalmente abastadas afirmam que outras como China e paises árabes, que quando a COP foi criada na década de 90 eram isentas de responsabilidade financeiras, se desenvolveram muito e agora também precisam contribuir. Essas nações desenvolvidas, que ja poluiram muito na época da industrialização e hoje poluem menos porque já passaram dessa fase, também afirmam que não tem todo o recurso necessário para pagarem o que devem. A estimativa é de U$ 192 trilhoes até 2050.
Guerras
E assim o conflito está posto, sem falar nas guerras de fato que também alteram completamente o cenário do ponto de vista climático - não apenas porque a indústria bélica e as guerras poluem, mas porque diminuem a disposicao de países envolvidos em investir em mudança climática.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



