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Como a candidatura de Pacheco ao governo de Minas passa por um ministério no governo Lula?

No próximo sábado (1), o mineiro deixa a presidência do Congresso Nacional. O mandato de senador termina em 2026

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rodrigo Pacheco (PSD) • Lula Marques | Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou claro, mais uma vez, que deseja ver o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) sendo governador de Minas Gerais. “Eu não posso dizer quem é que vai ser [ministro]. Se eu pudesse falar, eu falaria. Mas o que eu quero é que o Pacheco seja governador de Minas Gerais. É isso que eu quero”, disse Lula.

Para que que Pacheco seja candidato, além de tomar a decisão de disputar o pleito, ele precisará estar até a eleição em um posto de visibilidade onde possa fazer entregas visíveis para a população. Como aliado de Lula, uma das possibilidades é assumir uma pasta na Esplanada.

Ministério

O ministério para Pacheco precisa ser cuidadosamente escolhido. Além de ser uma pasta com entregas, o ideal é que tenha poucos conflitos e que aproxime o senador de um público que hoje não esteja entre seus aliados. O Ministério da Indústria, Comércio e Serviços é uma das cartas na mesa, conforme a coluna adiantou.

Nesse caso, Pacheco assumiria a pasta de Geraldo Alckmin, que poderia ir para o Ministério da Defesa no lugar de José Múcio. A mudança colocaria o vice-presidente da República em linha direta com as Forças Armadas, estreitando a relação dos militares com Lula.

Pacheco também é cotado para a Defesa e para o Ministério da Justiça, mas ambas as pastas poderiam intensificar os conflitos do senador com a base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PT).

Governo de Minas

Caso a aliança entre PSD e PT se concretize para a disputa do governo de Minas em 2026, alguns cenários são possíveis, um deles seria Rodrigo Pacheco na cabeça de chapa tendo um petista como vice. A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), atualmente, a ex-deputada é o quadro do partido no estado tido como o que mais dialoga com outras legendas, inclusive com a direita.

STF

Se Pacheco entrar no projeto de Minas com Lula para 2026, caso não saia vitorioso, o senador terá em sua conta mais uma ficha para ser indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2026.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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