Apesar de rumores de que Cunha vai se filiar ao Podemos para disputar vaga na Câmara por MG, partido nega
Ex-deputado afirma que ainda não definiu a qual sigla vai se filiar

Apesar de rumores de que o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos), pode se filiar ao Podemos para disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais, o partido nega. A executiva nacional da legenda está reunida nesta quarta-feira (4).
Na sequência, deve haver uma reunião do diretório estadual, com a presença do secretário de governo de Romeu Zema, Marcelo Aro (PP), que comanda um grupo do qual o Podemos faz parte em Minas. A candidatura de Eduardo Cunha deve ser um dos assuntos. O partido nega que Cunha será candidato pela legenda e afirma que esse é o tipo de informação que atrapalha a chapa. Tanto o pré-candidato quanto a legenda negam que haja qualquer decisão nesse sentido.
Atualmente, Cunha está filiado ao Republicanos. O ex-deputado se mudou para Belo Horizonte no ano passado. Apontado como peça fundamental no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Cunha foi preso em 2016 pela Operação Lava-Jato, acusado de receber propina em contratos de navios-sonda, e teve o mandato cassado. A defesa alegou perseguição e o Supremo Tribunal Federal anulou a sentença sob a argumentação de que a competência era da justiça eleitoral. Cunha está elegível.
O ex-deputado disse à coluna que conversa com vários partidos e que ainda não há definição sobre sua futura sigla.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



