Itatiaia

Polarização pode mascarar resultados de pesquisas e gerar surpresa nas urnas

Além da direita envergonhada, medo do antipetismo inibem declaração de voto do eleitor

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Urna eletrônica
Urna eletrônica • TSE/Divulgação

A polarização que anima muitos eleitores a exporem suas opiniões também é um fenômeno que inibe aqueles que têm medo de críticas. Em 2018, a chamada direita envergonhada - termo muito usado na ciência política para identificar o eleitor de direita que temia ser relacionado aos horrores da ditadura militar - fez com que as pesquisas subestimaram o potencial de votos de Jair Bolsonaro (PL), que venceu as eleições.

O antipetismo também pode cumprir o mesmo papel. Eleitores do Partido dos Trabalhadores muitas vezes omitem suas opiniões por temerem críticas e um linchamento digital, no entanto, ao irem as urnas expressam seus ideais.

As urnas registram ainda o movimento do eleitor cansado da política, esse grupo está entre os que não comparecem para votar. Esse desencanto gera apatia, repulsa aos candidatos e decisão deliberada de não votar. Em 2022, a abstenção representou 20% do eleitorado, ou seja, cerca de 32 milhões de eleitores. Além do desencanto com a política, também são componentes da abstenção: estar fora do domicílio eleitoral, problemas de saúde ou impossibilidade física e dificuldades de transporte e deslocamento e decisão política deliberada de não votar.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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