Agricultor Familiar tropeça para alcançar o crédito rural no Plano Safra

Benefícios são oferecidos pelo governo, que não consegue desburocratizar acesso dos agricultores familiares ao crédito bancário; taxas extras são entrave

Agricultura familiar

O presidente Lula apresentou o Plano Safra para os agricultores familiares, plano que vai direcionar recursos para o ano agrícola 25/26, que começa agora e vai até junho do ano que vem.

Os programas para a agricultura familiar terão do governo os mesmos juros do ano passado em algumas linhas consideradas mais importantes, como produção de alimentos básicos. Juros variam entre 3%, que podem ser considerados negativos em relação a taxa selic, podendo chegar a 8% em algumas linhas

O pacote do governo será de 89 bilhões de reais, aumentou 3%.

43 bi vão para os financiamentos com juros controlados, percentual menor que do ano passado.

Para avaliar esse plano da Agricultura Familiar, a conta é bem simples!

Em 24, a taxa selic era de 10,25%, esse ano de 15%. Temos um índice alto de inflação!

Guerra Rússia e Ucrânia já acontecia, agora tem o conflito entre Israel e Irã que disparou os preços dos fertilizantes.

Matematicamente, o produtor rural, em valores reais, vai receber menos que no passado e o hectare de terra a ser plantado vai custar bem mais caro em relação a sua última lavoura.

E a grande preocupação do agro é com o seguro rural. Está cansativo falar sobre isso todos os dias, mas o clima nos alerta a cada momento.

Gente! Num país onde os gastos descem ladeira em uma carreta sem freios, seria tão difícil separar 4 bilhões de reais para dar mais tranquilidade ao produtor e descansar o bolso do consumidor?

Diante de tantos anúncios do governo federal para os agricultores familiares e os pequenos também, há de se ressaltar que muitos não conseguem acessar o credito nos bancos, porque não completam a relação de documentos exigidos pelas instituições financeiras. E o pior, se não tiver uma terrinha para garantir o empréstimo, nada feito!

Leia também

Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

Ouvindo...