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Patrus e Kalil em situação de empate técnico

Primeira Genial Quaest divulgada após a definição da candidatura do PT em Minas, aponta para uma disputa acirrada pela segunda posição. Mateus Simões e Gabriel Azevedo em empate técnico pela terceira posição. Cleitinho lidera

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Patrus e Kalil em situação de empate técnico
Patrus e Kalil em situação de empate técnico • Foto: Karoline Barreto/CMBH | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O senador Cleitinho (Republicanos) lidera isolado a primeira pesquisa Genial Quaest, divulgada após a definição da candidatura de Patrus Ananias (PT), do campo lulista: o senador tem 34% das intenções de voto. Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias estão em situação de empate técnico: Kalil tem 12% das preferências, Patrus, 10%.

O primeiro levantamento quantitativo confirma o que se previa: Patrus tende a absorver a base da esquerda com identidade com o PT, que, na falta de um nome da esquerda, antes fluía para Kalil. Reiterando que não quer associação com Lula, o que voltou a fazer na convenção do PDT, Kalil tende a se colocar mais distante desse voto da esquerda. Se Patrus se mostrar viável, esse eleitorado tende a manter o engajamento para tentar empurrá-lo ao segundo turno.

A pesquisa traz ainda outro resultado importante. O governador Mateus Simões (PSD), que está no campo da direita, até há pouco buscando o apoio do bolsonarismo, está em situação de empate técnico com Gabriel Azevedo, do MDB, do centro político. Mateus, governador ainda desconhecido do eleitorado, tem 6% das intenções de voto, apesar de estar à frente do governo, com o apoio da máquina administrativa.

Gabriel Azevedo tem 4% das preferências, e esses são votos dele. O emedebista não está respaldado em nenhuma estrutura de governo e em nenhuma liderança política que polariza a disputa nacional.

O presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe (PL), tem 2%, percentual das intenções de voto, que também derivam do desempenho dele, já que, neste momento, o eleitor ainda não faz associação entre Roscoe, Jair e Flávio Bolsonaro. Já Ben Mendes, do Missão, tem 2%, cavando vinculação com Renan Santos (Missão). Maria da Consolação, do Psol, tem 1%. Os demais não pontuam. Dezessete por cento se dizem indecisos; 12% querem anular ou votar em branco.

Esses são dados do segundo cenário estimulado pela pesquisa, que testou quatro outros. No quinto cenário, sem a presença de Cleitinho, Vittorio Medioli (PL) foi testado: pontua 3% das preferências. Como a pesquisa não faz a associação de Medioli com o bolsonarismo, assim como ocorre no caso de Roscoe, esses são votos dele.

Quando o eleitor bolsonarista tiver a informação completa, Medioli e Roscoe tendem a crescer com o apoio desse eleitorado.

A pesquisa traz outro dado importante. Apesar da polarização nacional, o eleitorado mineiro, que representa amostra natural do eleitorado brasileiro, não está atento à sucessão estadual: 88% não indicam, espontaneamente, o nome de sua preferência para concorrer ao governo de Minas. O que explica? Enquanto no meio político as articulações, negociações, traições e defecções mobilizam os atores; o eleitor mediano toca a sua rotina, e, neste momento, este não é assunto que ocupa o centro de sua pauta.

O nível de desinformação sobre a eleição de Minas é também resultado do processo de indefinição do cenário da disputa. Só no início da terceira semana deste mês de julho o PT formou consenso para indicar Patrus Ananias. Já no PL e no campo bolsonarista, segue a indefinição, diante da incerteza se o senador Cleitinho (Republicanos) será candidato.

Tal indefinição desencadeou a disputa dentro do PL pelo plano alternativo, na hipótese de Cleitinho não concorrer. Flávio Bolsonaro e seu entorno, com o respaldo de parlamentares que se dizem “autênticos” querem candidatura própria em Minas: Flávio Roscoe ou Vittorio Medioli são os nomes. Outro grupo está inclinado à articulação de Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Estado de Governo, que está desembarcando do governo Mateus Simões (PSD) e, nos próximos dias, a prosseguir essa tensão política. É esperada a demissão em massa de cerca de 500 comissionados indicados por ele no governo do estado.

 

 

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