Os planos do Republicanos para uma possível aliança com o PL
Republicanos trabalham para uma nova construção voltada à aliança entre PL e Republicanos na sucessão mineira. Dois desenhos são considerados e serão apresentados a Flávio Bolsonaro e Flávio Roscoe, candidato do PL ao Governo de Minas

O Republicanos trabalha para reabrir o diálogo com o PL para propor um novo modelo de chapa à sucessão mineira, encabeçada pelo senador Cleitinho (Republicanos). O desenho considera abrir espaço aos liberais para a indicação da candidatura de vice, - o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli é considerado - com o deslocamento para a candidatura ao Senado de Luís Eduardo Falcão (Republicanos), vice da chapa defendida inicialmente por Cleitinho.
Outro desenho considerado em tentativa de articular republicanos e liberais na sucessão mineira, aponta para uma composição encabeçada por Vittorio Medioli tendo, como vice, a deputada estadual Lud Falcão (Republicanos) ou ao irmão gêmeo de Cleitinho, Gleidson Azevedo.
A eventual coligação PL e Republicanos, articulada entre os republicanos no estado, não tem ainda o aval do presidente nacional Marcos Pereira (SP). Para prosperar, tais conversas passarão também por Flávio Bolsonaro e Flávio Roscoe (PL), presidente licenciado da Fiemg e nome anunciado pelo candidato ao Planalto para encabeçar a chapa do partido em Minas.
Flávio Bolsonaro anunciou a candidatura própria do partido ao governo de Minas nesta quarta-feira, 5, apresentando, pelas redes sociais, Flávio Roscoe. Com o movimento, a legenda buscou garantir palanque próprio no estado, uma vez que a situação da candidatura de Cleitinho dentro do Republicanos se complicou, quando a direção nacional do partido dele divulgou o vídeo em que o senador declarou que não tinha condições emocionais para concorrer, naquele momento, ao governo de Minas. No dia seguinte
Cleitinho voltou atrás, mas Marcos Pereira considerou o caso “página virada”. O deputado federal Euclydes Pettersen, presidente estadual do partido, registrou ata da convenção considerando que a legenda terá candidatura ao governo de Minas, a vice e ao Senado, deixando em aberto, até 15 de agosto, - data do registro das candidaturas na justiça eleitoral – a possibilidade de o partido se reposicionar no estado, inclusive sem descartar a candidatura de Cleitinho.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora


