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Bruno Engler retira candidatura e apoia Doorgal

Sucessão de Tadeu Leite, na Assembleia Legislativa, se afunila para três deputados: Doorgal Andrada (PP), Ulysses Gomes (PT) e João Magalhães (PSD)

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Doorgal Andrada (PRD), relator da privatização da Copasa na CCJ, cumprimenta a deputada da oposição Beatriz Cerqueira (PT) — em primeiro plano, de costas — durante debate sobre o projeto
Doorgal Andrada (PRD), relator da privatização da Copasa na CCJ, cumprimenta a deputada da oposição Beatriz Cerqueira (PT) — em primeiro plano, de costas — durante debate sobre o projeto • Luiz Santana/ALMG

As articulações para a sucessão do atual presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), convergem, neste momento, para Doorgal Andrada (PP), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Nesta terça-feira a noite, 20 de outubro, o líder do PL, Bruno Engler, nome indicado pela nova bancada eleita de 21 parlamentares, retirou a candidatura para apoiar Doorgal.

Em dia de articulações, Doorgal já havia recebido apoio do Republicanos, que elegeu quatro parlamentares, entre eles Lud Falcão, esposa do vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão. Também lhe anunciaram apoio o PSDB, que elegeu três, o Novo, o PSB e o Avante, que conquistaram duas cadeiras cada, além do PDT e do Democrata, que terão um deputado cada na legislatura que se inicia em 1.º de fevereiro de 2027.

Dos nove deputados estaduais candidatos inicialmente mencionados para concorrer à presidência da Assembleia Legislativa, a disputa se afunila agora em torno de três nomes. Doorgal Andrada foi lançado pela Federação União Progressista, que elegeu oito deputados. Ulysses Gomes (PT), líder do bloco de oposição “Democracia e Luta” tem a preferência da Federação PT, PV, PCdoB e da Federação Psol-Rede.

As duas federações somam 19 deputados. Ulysses transita entre parlamentares da direita à esquerda e, assim como Doorgal Andrada, integra o grupo político mais próximo a Tadeu Leite. No PSD, o líder do governo, Mateus Simões, e João Magalhães mantêm o nome. A futura bancada do PSD terá nove cadeiras.

A Assembleia Legislativa consolidou, ao longo dos oito anos de governo Romeu Zema (Novo), eleições para a Mesa Diretora decididas pela articulação interna da Casa. Assim foi em 2020 e em 2022, com a eleição e reeleição de Agostinho Patrus, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas. Tadeu Leite se elegeu em 2023, à época derrotando a movimentação do governo Zema, que tentou à época emplacar o deputado estadual Roberto Andrade (PRD).

Foi reeleito em dezembro de 2024 em candidatura única. Tadeu Leite não disputou a reeleição e será empossado para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), possivelmente em janeiro, após a posse do governador eleito Cleitinho (Republicanos). Ex-deputado estadual e atual senador, Cleitinho conhece a dinâmica da casa legislativa. Declarou que não quer interferir no processo interno de eleição da Assembleia.

Na prática, ele acompanha as movimentações, certo de que, se o presidente da Assembleia mantém participação importante nas articulações internas, o governador não elege, mas politicamente tende a ter poder de veto.

 

 

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