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Assembleia e governo Cleitinho em composição de conciliação política

No legislativo estadual, Doorgal Andrada (PP) será candidato único, de consenso, para suceder o presidente Tadeu Leite (MDB). Na linha de trabalhar pela pacificação política do país, Cleitinho, que recebe o estado em situação precária, vai formando o seu futuro governo agregando forças de diferentes correntes políticas e mantendo portas abertas para futura articulação com o governo Lula, em defesa dos interesses de Minas

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plenário da almg
Assembleia Legislativa de Minas Gerais • Luiz Santana/ALMG

O deputado estadual Doorgal Andrada (PP), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, é a candidatura única, de consenso, para a sucessão do atual presidente Tadeu Leite (MDB). Nesta terça-feira, 27, Ulysses Gomes, do PT, líder do Bloco de Oposição Democracia e Luta, retirou o seu nome da disputa interna. Ulysses Gomes integra, ao lado de Doorgal, o grupo legislativo mais próximo a Tadeu Leite.

O bloco composto por PT, PV, PC do B, PSOL e Rede se reuniu com os atuais 20 parlamentares e os quatro novos que assumirão em 1.º de fevereiro de 2027 e coletivamente declarou apoio a Doorgal Andrada, que já havia obtido a adesão dos demais partidos políticos. Com essa articulação, os outros seis cargos da Mesa Diretora da Assembleia e as 23 comissões temáticas da futura legislatura serão distribuídos proporcionalmente ao tamanho das bancadas eleitas e segundo o interesse de atuação de cada partido político. A primeira secretaria da Mesa Diretora foi reivindicada por Bruno Engler, líder do PL e deputado reeleito mais votado.

A futura composição política das posições de direção da Assembleia mantém o mesmo perfil de negociação construído por Tadeu Leite, que afastou o comando do legislativo mineiro desta legislatura de embates ideológicos. Há uma compreensão entre os 53 parlamentares reeleitos, que foi exatamente por isso que a Assembleia de Minas conseguiu construir, em articulação com o governo Lula, o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas de Estados, o Propag.

Essa é uma alternativa melhor para a renegociação da dívida do estado do que o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), em princípio adotado pelo governo Romeu Zema (Novo). O protagonismo do legislativo nessa construção política foi necessário porque o então governador Romeu Zema se perdeu em estratégia de comunicação confusa, marcada por embates ideológicos com o presidente Lula, agora reeleito, inviabilizando o diálogo em torno dos interesses de Minas.

Também o novo núcleo político do futuro governo Cleitinho (Republicanos), que vai se formando, adota a mesma linha de conciliação. Essa é a orientação do governador eleito, Cleitinho, que recebe o estado em precária situação fiscal e precisará de muita articulação com o governo federal. O presidente do PSD de Minas, Cássio Soares, que apoiou a reeleição do atual governador Mateus Simões (PSD), é cotado para assumir a Secretaria de Estado de Governo ou Casa Civil. O ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli (PL) e deputado estadual eleito, foi convidado para a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão.

Gabriel Azevedo, que também concorreu pelo MDB ao governo de Minas, será o provável secretário de Estado da Educação. É assim que a Assembleia e o futuro executivo mineiro dão ao país o recado: Minas precisa da união entre as forças políticas para resolver os seus reais problemas.

 

 

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