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Funcionários do Google pedem bloqueio de IA para fins militares dos EUA

Mais de 500 empregados enviam carta ao CEO Sundar Pichai e defendem que tecnologia não seja usada em armas autônomas ou vigilância em massa

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Empregados defendem que a IA seja aplicada em benefício da sociedade
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Mais de 500 funcionários do Google enviaram, nesta segunda-feira (27), uma carta aberta ao CEO da empresa, Sundar Pichai, pedindo que a companhia não permita o uso de suas tecnologias de inteligência artificial (IA) em operações militares sigilosas do governo dos Estados Unidos.

No documento, os empregados defendem que a IA seja aplicada em benefício da sociedade e não em atividades que possam causar danos. “Queremos ver a IA beneficiar a humanidade, e não ser usada de maneiras desumanas ou extremamente prejudiciais”, afirma o texto. Os signatários citam preocupações com o uso da tecnologia em armas autônomas letais e em sistemas de vigilância em massa.

A carta também sustenta que a única forma de evitar que o Google seja associado a possíveis danos é recusar qualquer tipo de trabalho classificado. “Caso contrário, esses usos podem ocorrer sem o nosso conhecimento ou sem que tenhamos poder para impedi-los”, diz outro trecho.

A manifestação ocorre em meio à crescente pressão sobre grandes empresas de tecnologia para que definam suas políticas em relação ao uso militar de ferramentas de IA. O debate ganhou força após um impasse envolvendo o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e a empresa Anthropic.

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