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Briga na Justiça entre Elon Musk e Open AI começa nesta segunda (27); saiba tudo

Musk acionou a OpenAI na Justiça por 'violar' sua 'missão original'

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xAI, empresa de IA de Elon Musk, processou a OpenAI, dona do ChatGPT • Redes sociais

Começará nesta segunda-feira (27) a briga judicial entre o empresário bilionário Elon Musk e a OpenAI, empresa criadora do ChatGPT. Os co-fundadores da empresa, Sam Altman e Greg Brockman, também constam no processo.

A briga começou após Musk acionar a Justiça contra a OpenAI, alegando que a empresa teria mudado sua "missão original", que seria ser uma organização sem fins lucrativos.

Musk ajudou a financiar a OpenAI em sua criação em 2015, como uma organização sem fins lucrativos. Naquela época, ele doou um valor equivalente a cerca de 44 milhões de dólares (R$ 219 milhões, na cotação atual). Ele deixou a empresa após uma acirrada disputa de poder.

Após a saída de Musk, segundo a CNN, a empresa precisava levantar mais capital. Foi criada, em 2019, uma subsidiária com fins lucrativos e, em 2025, foi transformada em uma empresa de benefício público supervisionada pela fundação sem fins lucrativos.

Essa mudança que motivou Musk a over o processo. Ele diz que a mudança traiu a missão original da OpenAI, que seria uma organização sem fins lucrativos de desenvolvimento de tecnologia de IA segura e de código aberto para o bem público. Segundo ele, a OpenAI lucrou indevidamente com suas contribuições, violando o princípio da confiança filantrópica, o que configura enriquecimento ilícito.

A Microsoft também foi envolvida no processo, sendo acusada de auxiliar e instigar a violação da confiança fiduciária da OpenAI.

Ele quer que a OpenAI à sua estrutura anterior e que Altman e Brockman sejam retirados do conselho. Além disso, Musk quer receber mais de 130 bilhões de dólares (R$ 648 bilhões, na cotação atual) em indenizações.

Vale lembrar que Elon Musk é dono da xAI, uma empresa de inteligência artificial, fundada anos após sua saída da OpenAI.

Já a OpenAI alega que Eln Musk pressionou por uma estrutura com fins lucrativos e que ele saiu por não conseguir assumir o controle total. Além disso, a empresa diz que a ação foi motivada por "ciúme, arrependimento por ter deixado a OpenAI e desejo de prejudicar uma empresa concorrente de IA".

Centenas de e-mails, mensagens de textos e escritos pessoais serão analisados pelos jurados. Musk, Altman e Brockman devem depor, assim como Satya Nadella, CEO da Microsoft.

As deliberações devem começar até o dia 12 de maio.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.