EUA usam bombas antibunker para destruir bases subterrâneas; entenda
Conhecidas como 'bunker busters', essas munições combinam energia cinética, ligas metálicas densas e detonadores inteligentes

As bombas antibunker (ou bunker busters) são munições de altíssima precisão projetadas especificamente para penetrar dezenas de metros de terra, rocha sólida ou concreto armado antes de detonar. Diferente dos explosivos convencionais, que dissipam sua energia na superfície e deixam estruturas subterrâneas intactas, essas armas são utilizadas para destruir centros de comando fortificados, silos de mísseis e instalações nucleares escondidas nas profundezas do solo.
As bombas de penetração profunda operam sob princípios físicos diferentes das bombas de fragmentação ou de área. A eficácia de uma bunker buster não reside apenas na quantidade de explosivo que ela carrega, mas na resistência aerodinâmica e estrutural de sua carcaça externa.
Os modelos mais conhecidos do arsenal dos Estados Unidos, como a BLU-109 e a GBU-28, utilizam invólucros de aço forjado espessos. A GBU-28, desenvolvida emergencialmente durante a Guerra do Golfo em 1991, foi inicialmente construída a partir de canos de artilharia de 203 mm desativados do Exército, garantindo a densidade necessária para o artefato não se despedaçar ao atingir o solo duro em alta velocidade.
No topo da cadeia de letalidade militar atual está a GBU-57 MOP (Massive Ordnance Penetrator), a bomba não nuclear mais poderosa da Força Aérea dos EUA (USAF). Pesando cerca de 13.600 quilos e medindo mais de 6 metros de comprimento, sua carcaça é feita de uma liga de aço especial de alto desempenho. Esse gigante bélico contém mais de 2.400 quilos de explosivos de alta potência e consegue atravessar até 60 metros de terra ou 18 metros de concreto armado antes de explodir.

Perfuração subterrânea
A destruição de um alvo fortemente protegido exige uma sequência precisa de eventos balísticos e eletrônicos. O mecanismo de funcionamento no momento do ataque pode ser dividido em quatro fases essenciais:
1. Lançamento e orientação de precisão
A arma é lançada de grandes altitudes por bombardeiros estratégicos ou caças pesados. Em queda livre, sistemas de navegação inercial (INS) integrados ao GPS ou sensores a laser ajustam as aletas da bomba de forma autônoma para garantir que ela atinja o alvo no ângulo exato, com uma margem de erro de poucos metros.
2. Aceleração e acúmulo de energia cinética
A velocidade terminal alcançada e o perfil aerodinâmico da ponta da ogiva geram uma imensa energia cinética, transformando a bomba em uma espécie de "prego de aço gigante" projetado para rachar qualquer superfície.
3. Impacto e sobrevivência estrutural
Ao atingir a superfície, a carcaça de aço de alta densidade absorve o choque extremo da desaceleração rápida. Em vez de se fragmentar, a camada de metal de espessura reforçada protege a carga explosiva interna enquanto o artefato empurra violentamente o material geológico ou o concreto armado para os lados, abrindo caminho.
4. Detonação inteligente com atraso
O verdadeiro cérebro destas munições está no detonador (smart fuze). Em vez de explodir no momento do contato, a bomba utiliza um fusível de retardo mecânico ou eletrônico. Modelos mais modernos, como os da linha GBU-57, possuem sensores de detecção de espaço vazio (void-sensing). Essa tecnologia permite que o sistema conte quantas camadas de concreto a arma já perfurou e detecte o momento exato em que entra em um ambiente aberto, como um laboratório ou corredor subterrâneo. Neste milissegundo, a carga interna é acionada, criando uma onda de choque letal que colapsa os pilares da estrutura de dentro para fora.
EUA X Irã
Os Estados Unidos e o Irã encontram-se em guerra aberta desde o final de fevereiro de 2026, após uma ofensiva militar conjunta entre americanos e israelenses atingir o território iraniano. O conflito, motivado pela tentativa de paralisar o programa nuclear de Teerã e forçar uma mudança de regime, resultou na destruição de infraestruturas críticas e na morte do Líder Supremo Ali Khamenei.
Em resposta, o Irã lançou ataques massivos de mísseis contra bases dos EUA no Golfo Pérsico e alvos em Israel, mantendo a região em estado de alerta máximo.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.
