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Elon Musk: primeiro paciente da Neuralink pode controlar mouse com o pensamento

A empresa de Musk implantou o chip cerebral no primeiro paciente humano em janeiro; resultados dos testes são promissores

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Neuralink diz que recrutamento de pacientes ainda não está aberto, mas deve ter mais informações em breve
Neuralink é uma empresa de tecnologia de Elon Musk • Divulgação

O primeiro paciente humano com um chip cerebral implantado pela Neuralink já é capaz de controlar um mouse de computador usando apenas o pensamento, anunciou o fundador da empresa, Elon Musk, nessa segunda-feira (19).

“O progresso é bom, e o paciente parece ter se recuperado completamente, sem efeitos adversos que tenhamos conhecimento. O paciente é capaz de mover um mouse na tela apenas pensando,” disse Musk em um evento no Spaces, plataforma de mídia social X (ex-Twitter).

O resultado pode ser um marco importante nos esforços da Neuralink em acessibilizar uma tecnologia com potencial de transformar vidas, especialmente para pessoas deficientes, incapazes de se mover ou se comunicar.

No entanto, Musk deu poucos detalhes e nenhuma evidência sobre o resultado da operação na conversa. A Neuralink ainda não divulgou oficialmente informações sobre o teste.

O que é o implante cerebral da Neuralink?

A Neuralink, empresa do bilionário Elon Musk, realizou o primeiro implante com foco inicialmente em pacientes com paralisia motora.

Outras empresas, como a holandesa Onward e o instituto Clinatec de Grenoble, na França, já haviam realizado implantes de chips em seres humanos antes com o mesmo objetivo.

O chip da Neuralink é do tamanho de uma moeda e composto por 1.024 eletrodos para detectar sinais neurais, permitindo o controle de membros ou aparelhos eletrônicos.

O dispositivo é implantado cirurgicamente no cerebelo - região do cérebro responsável pelo movimento.

Após a implantação em janeiro de 2024, Musk anunciou resultados preliminares promissores, mas forneceu ontem (19) a primeira confirmação de funcionamento da tecnologia.

A empresa tem planos de expandir as aplicações para pagamentos, controle de eletrônicos, armazenamento de dados e geração de campos magnéticos.

Musk acredita que a tecnologia é capaz de conter os riscos da inteligência artificial para a espécie humana. Em entrevista, ele previa o acesso do público à tecnologia em 2025 ou 2026, após os testes e as aprovações regulatórias.

A tecnologia enfrenta incertezas e alertas da OMS sobre riscos envolvidos nos implantes cerebrais.

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Formado em Jornalismo pela UFMG, com passagens pelo jornal Estado de Minas/Portal Uai. Hoje, é repórter multimídia da Itatiaia.