700 mil fiéis têm dados expostos após falha em aplicativo do Vaticano
Aplicativo ‘Click to Pray’ foi lançado em 2019 pelo Papa Francisco

Uma inconsistência cibernética no aplicativo Click to Pray, canal oficial de orações do Vaticano, expôs dados pessoais de mais de 700 mil usuários. A falha de segurança digital ocorreu devido a um endpoint de API não autenticado, o que significa a possibilidade de acesso a dados sensíveis por qualquer usuário sem a exigência de identificação ou credenciais.
Dessa forma, qualquer pessoa com acesso a internet poderia acessar informações de contas registradas sem efetuar login ou digitar uma senha. O problema foi reportado para o Vaticano em janeiro de 2026 e, somente após a publicação de uma reportagem, foi corrigido em julho.
Apesar da falha, o Vaticano tem olhado para questões relacionadas aos dados dos fiéis. Em abril de 2024, foi feito o Decreto nº DCLVII, um regulamento próprio da Igreja Católica voltado para a proteção de dados.
Ainda que a brecha na API tenha sido solucionada pela equipe do Vaticano, após a divulgação do caso, especialistas recomendam ter atenção a mensagens não solicitadas e recebidas em nome do “Click to Pray”.
O que é o Click to Pray?
O aplicativo “Click to Pray” pertence à Rede Mundial de Oração do Papa e teve o desenvolvimento assinado pela agência de comunicação La Machi. O serviço oferece orações diárias e conteúdos do Pontífice para dispositivos Android, iOS e navegadores web e acumula registros em quase todos os países do mundo.
O aplicativo foi lançado em 2019 pelo Papa Francisco. Até julho de 2026, o aplicativo registrou mais de 719 mil contas ativas.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.



