A Justiça determinou a prisão de uma mulher de 41 anos condenada por furtar uma loja de brinquedos no Shopping Boulevard, na região Leste de Belo Horizonte. A acusada saiu da loja levando dois bonecos Power Rangers e uma boneca Monster High, com valor total de pouco mais de R$ 300. A suspeita alegou que cometeu o crime porque precisar inteirar dinheiro para pagar o aluguel. O mandado de prisão foi expedido nesta terça-feira (17) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, quase sete meses após o crime.
O crime aconteceu em junho de 2017. Funcionários da loja de brinquedos disseram aos policiais que a mulher não era conhecida da equipe e foi vigiada desde que entrou no estabelecimento com atitudes suspeitas. Uma das vendedoras afirmou ter visto a mulher colocando três itens em uma sacola preta e saindo sem pagar. Na sequência, a acusada teria jogado a sacola no leito do ribeirão Arrudas. O documento obtido pela Itatiaia ainda traz o relato de seguranças do shopping, que afirmaram que a suspeita já havia furtado outras lojas do shopping, inclusive apresentado fotos dela.
Aos policiais, a suspeita deu um relato diferente, dizendo que saiu de Ibirité para furtar no shopping, pois precisava “inteirar dinheiro para pagar o aluguel onde mora”. Além disso, ela teria ouvido falar que era “fácil” furtar naquela loja. Ela também alegou aos policiais que devolveu os bonecos furtados após ser abordada por uma vendedora. Ela também deu detalhes da sua vida pessoal, dizendo ter transtorno bipolar, ser usuária de drogas desde a infância e mãe de três filhos.
No julgamento realizado em novembro de 2024, o juiz Luís Augusto Barreto Fonseca optou por condenar a mulher a 1 ano, 10 meses e 15 dias de reclusão em regime fechado. Porém, concedeu o direito de recorrer em liberdade. O mandado de prisão só foi expedido nesta terça-feira (17), quase sete meses após a condenação.
Em nota, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a acusada não está presa atualmente. Ela já teve nove passagens pelo sistema prisional desde 2008. Em consulta ao sistema judiciário, consta o envolvimento da acusada em um caso de homicídio qualificado registrado em dezembro de 2024.