A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, nesta quarta-feira (18), o inquérito do caso em que um homem de 33 anos beijou uma menina de apenas 6 anos à força, em uma farmácia no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste de Belo Horizonte. O homem foi indiciado por estupro de vulnerável.
O caso aconteceu em uma farmácia na última quarta (11), por volta das 18 horas, e o atendente foi preso em flagrante, mas sua prisão já foi convertida para preventiva. A criança e sua mãe estavam na drogaria e, enquanto a menina caminhava pelos corredores, foi abordada por um funcionário da loja, que a beijou à força. Segundo a PC, está sendo investigado se há um diagnóstico de esquizofrenia.
“O abuso sexual contra a criança e adolescente, o estupro de vulnerável, pode acontecer ainda que em um mínimo espaço de tempo. O abuso é efetivado e consumado em 3, 4 segundos”, disse o delegado responsável pelo caso, Diego Lopes. A polícia afirmou também que o crime aconteceu em um local público e com câmeras.
Segundo o delegado, uma testemunha vista no vídeo do incidente prestou depoimento e “afirmou que viu o homem agarrando a criança”. A testemunha descreveu que “tudo [aconteceu] muito rápido, ela também ficou assustada e que a menina, imediatamente após ser agarrada, saiu chorando e buscando pela ajuda da mãe”, detalhou o delegado.
Importância do acolhimento da vítima
Conforme as investigações, um detalhe que chamou a atenção no relato da criança à mãe foi o pedido para que ela não ficasse brava. Sobre este comportamento comum em vítimas, Diego enfatizou a necessidade de acolhimento: "É muito importante a gente entender que a palavra da vítima é fundamental e que nós precisamos nos apresentar de forma acolhedora para demonstrar que ela nunca será responsável por aquilo que aconteceu. A responsabilidade é única e exclusiva do agressor.”
Suspeito passa por tratamento psiquiátrico
Segundo a polícia, a mãe do homem também foi ouvida e confirmou que há anos o filho passa por um tratamento psiquiátrico, porém, ela alegou que ele nunca havia tido esse tipo de comportamento com outras crianças.
“Ela esclareceu também que ele já trabalhou em várias outras grandes redes de farmácia aqui em Belo Horizonte por mais de cinco anos. Isso demonstra que ele tinha o hábito de ter contato com o público, ele era de certo modo uma pessoa experiente nisso. Na nossa visão, isso quer dizer que ele tinha plena capacidade de entender o ato que praticou”, detalhou.
Conforme o delegado, o caso agora fica a cargo do Poder Judiciário e do Ministério Público, que poderá apresentar a denúncia formalmente e irá investigar a condição psiquiátrica do homem. O estupro de vulnerável é caracterizado por qualquer tipo de contato de cunho sexual com a vítima, quando ela é menor de 14 anos, contra a vontade dela, ou não.
Segundo a delegada Karla Moreira, da Delegacia Especializada de Plantão de Atendimento à Mulher, Crianças e Adolescentes e Vítimas de Intolerâncias, o fato de o homem estar em tratamento para esquizofrenia não influencia a investigação atualmente. “Essa condição não influencia no atual momento. Isso porque deve ser instaurado um incidente de sanidade mental para poder dizer se, no momento, ele tinha consciência ou não daquele ato ilícito”, explicou.