A funcionária, de 46 anos,
“A escola estava fechada, e a nossa servidora estava aguardando o sinal fechado para atravessar, quando ele a abordou pelas costas”, contou à reportagem da Itatiaia a diretora da instituição, Shirley Muzzi.
A servidora estava a caminho do supermercado, após o expediente, quando foi surpreendida. A tragédia poderia ter sido muito maior se o episódio tivesse ocorrido minutos antes. “Não tinha nenhum aluno na porta da instituição, porque as aulas se encerram às 17h30, e tudo aconteceu por volta das 18h10”, acrescentou.
Conforme o boletim de ocorrência, os pais alegaram que o filho sofre de transtorno mental desde os 12 anos e que faz acompanhamento médico no Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam). A Prefeitura de Belo Horizonte confirmou a informação.
Ainda conforme a diretora, a unidade escolar está dando a assistência necessária a vítima. “Estamos em constante contato com o irmão dela, já fomos ao hospital conversar com ela. Ela está bem”, informou.
A mulher foi socorrida pelo Samu e levada para o Hospital João XXIII Pronto Socorro, onde permanece internada. Em um primeiro momento, havia a suspeita de uma fratura que pudesse deixá-la paraplégica, mas ela reagiu bem ao tratamento.
Adolescente também agrediu os pais
Ontem, ainda na casa da família, que fica no bairro Concórdia, na mesma região, segundo o pai, o jovem entrou em “surto psicótico” e tentou esfaqueá-lo. Os dois entraram em luta corporal e, ao se desvencilhar, o adolescente chutou a mãe e saiu de casa com a faca em mãos, dizendo que faria uma “chacina” em uma escola.
De imediato, os pais chamaram a polícia. Contudo, quando militares chegaram ao endereço da escola, no bairro Renascença, o menino já havia esfaqueado a servidora.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), por meio de nota, lamentou profundamente a agressão sofrida por uma servidora.
“A Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana A, responsável pela coordenação da escola, juntamente com a direção da instituição, estão acompanhando de perto a situação, e seus servidores estão atuando na unidade e prestando o apoio necessário à comunidade escolar e à família da servidora”, informou.
As atividades pedagógicas da instituição acontecem normalmente hoje.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda os posicionamentos.