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PBH não deve recolher mesas de bares até rever Código de Posturas; entenda

Ação realizada pela prefeitura na última semana repercutiu negativamente nas redes sociais; PBH deve ampliar programa de mediação de conflitos entre bares e moradores

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Ação foi criticada nas redes sociais

Reprodução/Redes sociais

A Prefeitura de Belo Horizonte não deve voltar a recolher mesas e cadeiras de bares da capital mineira “exceto em casos extremos”. Esta foi a decisão tomada pelo Executivo em reunião nesta segunda-feira (11) em resposta a repercussão negativa da operação realizada na última semana contra bares conhecidos do “Centrão”.

A reunião contou com a presença do secretário de Política Urbana de BH, João Antônio Fleury Teixeira, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e de bares. Segundo o secretário, a PBH vai continuar realizando fiscalizações em bares e restaurantes, mas as ações punitivas, como o recolhimento de mesas, só deve acontecer em “último caso”.

“Nós temos aqui hoje uma cidade que já tem mais bares e restaurantes do que antes da pandemia. A gente tem que entender também que ficamos dois anos com tudo parado, sem ruído na cidade, e hoje a gente está com uma cidade pungente, cada vez mais se movimentando. Então nós temos que ter a fiscalização, ela está presente na rua diariamente, porque algumas pessoas não observam aquelas regras mínimas de convivência. A atuação da fiscalização sempre ocorrerá, mas de uma forma orientativa num primeiro lugar e punitiva apenas as situações muito extremas.”

O secretário afirma que o Código de Posturas, documento que define as regras para o uso dos passeios, já foi modificado várias vezes desde 2010, incluindo inclusive o uso de mesas e cadeiras nos passeios. Na reunião, ficou entendido que o código deve ser revisto junto com entidades para que se chegue em un consenso.

A decisão foi elogiada pela presidente da Abrasel em Minas, Carla Rocha, que afirmou que é preciso buscar o equilíbrio da cidade. Carla também viu com bons olhos a ampliação do programa Papo Aberto, para mediar conflitos entre bares e moradores.

“Quando a gente escuta a necessidade de cada um, é muito mais fácil tomar a decisão. BH é a capital nacional dos bares, é a cidade criativa da gastronomia. Então é importante escutar todos os lados.”

Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
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