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Mais de 200 peixes mortos foram tirados da Lagoa da Pampulha nesta quarta, dizem funcionários da Prefeitura

Funcionários da Prefeitura de Belo Horizonte fazem trabalho de retirada; nos últimos dois dias 320 animais morreram por causa da onda de calor

Em uma manhã de trabalho neste feriado de 15 de novembro os funcionários da Prefeitura de Belo Horizonte retiraram mais de 200 peixes mortos da Lagoa da Pampulha. O número exato da mortandade registradas nesta quarta vai ser conhecido no fim do dia, quando todas as equipes se juntarem e fizerem a somatória. Nos últimos dois dias 320 peixes morreram no local.

A Itatiaia acompanhou os trabalhos próximo à Igreja de São Francisco de Assis, no encontro da Avenida Fleming com a orla da Lagoa da Pampulha. Dois funcionários da Prefeitura trabalhavam com roupas compridas, galochas e protegidos do sol, em um barco.

Com ferramentas que se assemelham a tridentes, eles rodavam a margem da Lagoa e recolhiam os peixes mortos. Ao remexerem a água para retirar as tilápias - principal espécie encontrada na Lagoa -, era possível ver que há, também, muito lixo no local.

Espantoso

Ao passar pela Lagoa é possível ver que a água está bastante verde e com nível mais baixo que o habitual. Há, também, bastante lixo acumulado nas margens, assim como folhas, se misturando aos peixes.

Quem circula pela orla da Lagoa estranha a situação. É o caso de Edinei, de 42 anos, que gosta muito de andar pela região, mas notou diferenças hoje. “O cheiro de esgoto está mais forte que o normal e deu pra ver que tá cheio de peixes mortos”, comentou.

Agenor, que faz pesca recreativa na região, diz que não é a primeira vez que vê peixes mortos no local mas afirma que “nunca tinha visto tantos assim antes”.

Razões

Ricardo Aroeira, Diretor de Gestão de Águas Urbanas da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura da capital, explicou em entrevista à Itatiaia que a morte dos peixes está relacionada à onda de calor. Além das altas temperaturas, está chovendo pouco na cidade e a água no reservatório baixa, o que faz os poluentes ficarem muito concentrados.

“Sem as chuvas significantes, temos um volume menor de água na lagoa e uma maior concentração de poluentes. Isso faz com que o oxigênio na água diminua, podendo levar à morte dos animais”, acrescentou.

Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, é repórter da Itatiaia desde abril de 2023, na equipe de redes sociais. Já passou pela redação do jornal Estado de Minas, tem experiência principalmente em vídeos, podcasts e reportagens multimídia.
Formou em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Coordenadora de jornalismo digital na Itatiaia. Jornalista formada pela UFMG, com mestrado profissional em comunicação digital e estratégias de comunicação na Sorbonne, em Paris. Anteriormente foi Chefe de Reportagem na Globo em Minas e produtora dos jornais exibidos em rede nacional.
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