Agosto registrou extremos de temperaturas e grande volume chuva no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal, Amapá e Minas Gerais, com volumes que ultrapassaram a média histórica. Montalvânia, na região noroeste do estado, bateu recorde: 108,2 milímetros no último dia 29.
Pensando nisso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, nessa terça-feira (5) um levantamento explicando os fenômenos meteorológicos que atuaram no país nesse mês atípico.
“Os maiores acumulados de chuva se concentraram no noroeste do País, ocorridos, principalmente, devido à combinação do calor e a alta umidade. Na Região Sudeste, a formação de um canal de umidade foi o responsável pela ocorrência de acumulados de chuva, especialmente, nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo”, explicou o órgão.
Já na região central, houve pouca chuva e, em algumas localidades, não choveu, concordando com período seco nesta época do ano.
A formação de um canal de umidade se estendeu desde a Amazônia, cruzando o território brasileiro, e a atuação de um sistema frontal sobre o Oceano Atlântico, juntamente com o padrão de ventos nos baixos níveis da atmosfera, favoreceram pancadas de chuva na Região Sudeste.
O órgão destacou outros volumes fora da média: Bertioga (SP), com 85,4 mm, Vila Velha (ES), com 76 mm e Macaé (RJ), com 71,4 mm.