Quatro pessoas são presas por ‘Minions’ em SP; entenda a estratégia

Policiais fantasiados flagraram furtos e tráfico na República, no Centro, e no Ibirapuera, zona sul; A operação Carnaval já soma 47 prisões e mais de 70 celulares recuperados

Policiais civis de São Paulo fantasiados de “Minions”, personagens dos filmes da franquia Meu Malvado Favorito, entre outros disfarces, prenderam quatro suspeitos durante ações de combate a crimes em blocos de Carnaval da capital, entre a noite de domingo (15) e a segunda-feira (16).

A estratégia de atuação caracterizada de “Minions” e também do vilão “Gru” permitiu que as equipes se infiltrassem entre os foliões para identificar suspeitos que se aproveitavam da aglomeração para praticar furtos e tráfico de drogas.

Na noite de domingo (15), na região da República, no Centro, duas mulheres foram presas em flagrante por furto qualificado. Elas foram detidas logo após a subtração de um celular de um folião e estavam na posse do aparelho, que foi recuperado e devolvido à vítima. Um segundo telefone, sem origem comprovada, foi apreendido com a dupla e encaminhado à perícia.

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Já nesta segunda-feira (16), no bairro Santa Cecília, também região central, uma mulher foi presa com 10 aparelhos celulares, que foram apreendidos para análise e identificação dos proprietários. Os dois casos foram registrados no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro.

Logo depois, no Parque do Ibirapuera, na zona sul, um homem foi detido por tráfico de drogas. Com ele, os policiais apreenderam um telefone celular, uma máquina de cartão, 54 cigarros de substância semelhante à maconha, cerca de 100 ml de líquido com características de lança-perfume, porções de skunk e de maconha, além de dinheiro em espécie. O detido e os materiais foram encaminhados ao 16º Distrito Policial, na Vila Clementino.

“A atuação à paisana amplia a efetividade das abordagens, permite mapear o modus operandi de grupos criminosos e reduz a possibilidade de fuga em meio ao grande fluxo de pessoas”, garante a delegada Sandra Buzati, divisionária da Delegacia de Proteção à Pessoa da Polícia Civil. Segundo ela, a estratégia tem sido adotada desde 2023, com resultados expressivos.

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Balanço da Operação Carnaval

Com as novas ocorrências, a Operação Carnaval 2026 já contabiliza 47 prisões na cidade de São Paulo e a recuperação de mais de 70 celulares nos dois primeiros fins de semana de festividades.

Somente no sábado (14), 32 aparelhos foram apreendidos em diferentes pontos da capital. No domingo (15), policiais fantasiados da turma do Chaves recuperaram oito celulares na região da República, enquanto agentes caracterizados como Caça-Fantasmas apreenderam outros 12 aparelhos na Consolação.

A Polícia Civil realiza a triagem dos equipamentos por meio do programa SP Mobile, que cruza dados das operadoras com boletins de ocorrência para identificar os proprietários e providenciar a devolução às vítimas.

Tecnologia e policiamento integrado

As ações contam com apoio do programa Muralha Paulista, que integra câmeras inteligentes, reconhecimento facial e cruzamento de dados com bancos de mandados judiciais.

A Operação Carnaval mobiliza mais de 13 mil policiais militares por dia em todo o estado, sendo mais de 5 mil na capital, além de equipes da Polícia Civil com atuação estratégica em áreas de grande concentração.

A combinação entre inteligência, tecnologia e presença ostensiva tem sido fundamental para reduzir a mobilidade criminal e ampliar a segurança durante a maior festa popular do país.

Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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