Folião na mira de criminosos: veja como se proteger do golpe da maquininha no Carnaval

Barulho, calor e aglomeração são usados por criminosos; atenção à senha e ao cartão é essencial

É fundamental redobrar os cuidados ao efetuar pagamentos nas ruas

No Carnaval, é comum que o folião fique mais desatento — e é nesse cenário que muitos golpes acontecem. Uma das armadilhas mais frequentes nesta época do ano é o chamado golpe da maquininha.

Nesse tipo de crime, suspeitos que se passam por vendedores observam a digitação da senha e, ao devolver o cartão, fazem a troca sem que a vítima perceba. Com o cartão e a senha em mãos, os criminosos realizam compras indevidas.

Por isso, é fundamental redobrar os cuidados ao efetuar pagamentos nas ruas. O alerta é do advogado especialista em golpes digitais, Alexandro Ateniense.

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“A engenharia social desses criminosos — que hoje não são mais criminosos comuns, mas organizações criminosas — normalmente usa o barulho, o calor e a distração contra o cidadão. Se a pessoa cair, precisa entender que está sendo vítima de um profissional do crime, e não de um hacker iniciante”, explica.

Segundo o advogado, há formas simples de reduzir as chances de cair nesse tipo de golpe. “Para reduzir a chance de uma vítima cair nesse golpe, existem várias alternativas. Uma é o bloqueio físico: existem capinhas de celular com proteção chamada RFID, que bloqueia o sinal dos pagamentos por aproximação. Ou então uma dica mais caseira: embrulhar o cartão de crédito em um pedaço de papel-alumínio e colocá-lo dentro da carteira”, orienta.

Outra recomendação é limitar os valores autorizados para pagamento. “Também é importante reduzir o limite de pagamento por aproximação, em torno de R$ 20 ou R$ 30, que poderia ser um gasto com bebida”, acrescenta.

Caso a vítima perceba que caiu no golpe, a orientação é agir rapidamente. “No momento em que chegar a notificação pelo celular, ligue diretamente para a administradora do cartão, bloqueie imediatamente pelo aplicativo e utilize sempre as opções de reportar compra suspeita ou fraude”, finaliza.

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Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.

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