Queda do avião em Vinhedo: empresa irá ligar a familiares que não procuraram o IML, diz Defesa Civil
Famílias estão hospedadas em um hotel no centro da capital paulista

Parentes de 21 vítimas do acidente aéreo ocorrido em Vinhedo, na última sexta-feira (9), ainda não compareceram ao Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo,
ou aos pontos de apoio a familiares montados pelo governo paulista. A informação é do capitão Roberto Farina, da Defesa Civil do Estado de São Paulo.
Em entrevista à CNN, o capitão contou que a companhia aérea se comprometeu a fazer uma nova ligação aos parentes restantes. No total, foram 61 vítimas, entre passageiros e tripulantes.
Após o acidente, a Voepass e a Defesa Civil já haviam feito contato telefônico com os entes mais próximos de todos os passageiros e tripulantes. Na ocasião, segundo Farina, foram prestadas as condolências e repassadas as orientações para as pessoas.
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Os parentes foram orientados a levar a São Paulo documentos e histórico médico das pessoas que morreram na queda. Eles também tiveram amostras de material genético coletadas para exames comparativos com os corpos removidos do local do acidente.
O governo de São Paulo reservou quartos em um hotel no centro da capital para abrigar as pessoas que vierem de fora. Uma sala também foi preparada no Instituto Oscar Freire, próximo ao IML, para alocá-las.
Atualmente, 33 famílias estão hospedadas no hotel. Mais seis famílias são aguardadas em São Paulo nesta manhã. “Estão muito abalados, mas estão colaborando”, destacou o capitão.
Mais de 50 profissionais estão atuando na hospedaria, muitos deles psicólogos que atuam no suporte emocional das pessoas próximas das vítimas.
A maioria das vítimas é paranaense, sendo 27 delas de Cascavel, no oeste do estado, de onde partiu a aeronave da Voepass no final da manhã de sexta-feira.
Aqueles que não puderem ou não quiserem se deslocar a São Paulo, podem colaborar à distância, já que foi aberto um canal técnico para cooperação entre os governos de São Paulo e do Paraná.
A polícia também estabeleceu um ponto para coleta de dados e amostras de DNA em um hotel da cidade para a identificação das vítimas do desastre. Até o momento, 15 pessoas fizeram a coleta do material genético com swab oral. As amostras serão encaminhadas à Polícia Científica de São Paulo junto a documentações odontológicas e médicas.
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