Vídeo: MP denuncia PMs que pediam propina para liberar motoristas em blitz no Rio
Os suspeitos exigiram cerca de R$ 300 para liberar motoristas que apresentavam irregularidades; crime foi flagrado pelas câmeras corporais dos agentes

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou três policiais militares por desobediência. Os agentes exigiam propina para liberar motoristas que apresentavam irregularidades durante uma operação Lei Seca, no Rio. O crime foi praticado em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, em setembro de 2022.
Segundo a denúncia, os PMs exigiram cerca de R$ 300 para liberar motoristas que apresentavam irregularidades como a falta do Certificado de Registro de Licenciamento de Veículo (CRLV). Até quem havia ingerido bebida alcoólica era liberado mediante o pagamento.
De acordo com a denúncia, foi constatado que os cabos Carlos Henrique Braga Mello e Marjori Luciano Corrêa Vieira, além do soldado Edson Antunes Jorge, utilizaram indevidamente as câmeras corporais, pois retiraram os equipamentos no momento em que faziam as cobranças ilegais.
Em seguida, o cabo Marjori se afasta, permanecendo apenas o Cabo Braga Mello sem a câmera. O terceiro PM, o cabo Jorge, também retira equipamento de gravar, ficando assim os três policiais sem as câmeras.
“Rapaziada, a gente está com a seguinte situação ali, nem ia falar com vocês aí: tem três vítimas ali dizendo que vocês extorquiram eles em R$ 300, tá? A gente ia conduzir direto, a orientação aqui do comando, conversa com os PMs, eu falei os policiais estão com câmera. Vocês abordaram aquele pessoal que tá ali no carro? Vocês fizeram alguma coisa de errado?”
O Cabo Braga Mello então afirma que eles realmente abordaram aquelas pessoas, mas em seguida alega que uma delas ofereceu dinheiro a ele. Ele ainda se oferece a devolver o dinheiro as vítimas.
“Não tem como resolver isso aqui antes não? Eu posso até devolver o dinheiro que ele me pagou.”
Os três PMs foram conduzidos à Delegacia de Polícia Judiciária Militar, onde as câmeras foram apreendidas. Segundo o MP, essa é a primeira denúncia pelo crime de desobediência. O órgão pediu à Justiça o afastamento dos denunciados do serviço operacional. A Corregedoria da PM afirmou que houve transgressões disciplinares graves por parte dos três PMs e que eles serão submetidos ao Conselho de Revisão Disciplinar.
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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.



