Vídeo: grupo comemora fraude de R$21 milhões com champanhe em festa
Grupo é suspeito de realizar fraudes em guias de pagamento em todo o Brasil; oito pessoas foram presas

Para comemorar uma fraude de R$21 milhões, um grupo suspeito de fraudar pagamentos em todo o Brasil estourou champanhe em uma festa. O vídeo foi publicado por integrantes da quadrilha nas redes sociais.
O grupo é suspeito de fraudar pagamentos de guias de arrecadação por meio de códigos pix adulterados, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal. Nesta quinta-feira (18), oito pessoas da quadrilha foram presas, e outras duas seguem foragidas. A informação é do g1.
Segundo a PC, os suspeitos inseriam códigos de barras de guias de pagamento válidas, mas adulteravam o QR Code de pix para valores menores. Os crimes foram cometidos em janeiro de 2023.
A PC deflagrou uma operação contra o grupo no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Amapá e Goiás. Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão.
Além dos oito presos, foram apreendidos dinheiro em espécie, armas, computadores e celulares. Os suspeitos podem responder por invasão de dispositivo eletrônico, furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No total, a pena pode ser de mais de 20 anos.
Atuação do grupo
O grupo era dividido em quatro núcleos: Operacional, de Prefeituras, de Intermediadores e Financeiro. O primeiro efetuava os pagamentos, o segundo emitia as guias fraudadas e repassava verbas, o terceiro facilitava a comunicação entre os dois primeiros e o quarto utilizava empresas para permitir a retirada dos recursos ilícitos das contas das prefeituras.
Relatos das prefeituras
As prefeituras que receberam os valores fraudulentos afirmam que questionaram o Banco do Brasil sobre as quantias. A Prefeitura de Ubaitaba, na Bahia, informou que recebeu um montante de R$4,9 milhões, mas questionou a transferência ao Banco do Brasil. Os recursos eram destinados a restaurar danos causados pelas enchentes em dezembro de 2022.
Já a prefeitura de Jacinto, em Minas, afirmou que solicitou ao Banco do Brasil o bloqueio de um depósito de R$6,5 milhões que havia recebido. Os valores ficaram sob guarda do banco.
A Prefeitura de Acorizal, no Mato Grosso, relatou que não há acusação de corrupção contra nenhum servidor. Um deles foi intimado para prestar esclarecimentos sobre a fraude.
Já a Prefeitura de Serra do Navio, no Amapá, informou que a fraude ocorreu durante a gestão do prefeito Elson Belo, que foi cassado, e da ex-secretária da Fazenda, Gabriela Bispo.
A prefeitura de Morros, no Maranhão, não se pronunciou.
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