Tragédia no RS: região sul do estado tem alerta para mais chuvas e granizo
Aviso segue até as 20h desta terça (7); Defesa Civil recomendou que, em caso de emergência, acionar os números 190 ou 193 (PM e Bombeiros)

O sul do Rio Grande do Sul pode ter chuva intensa com risco de granizo, alagamentos, rajadas de vento e descargas elétricas nesta terça-feira (7), segundo um alerta da Defesa Civil.
O aviso segue até as 20h desta terça (7). O órgão recomendou que, em caso de emergência, acionar os números 190 ou 193 (PM e Bombeiros). Veja outras recomendações:
- ficar em segurança, retirar eletroeletrônicos da tomada durante os temporais e fechar bem portas e janelas;
- caso seja surpreendido pelo tempo severo, buscar abrigo e não atravessar alagamentos a pé ou, mesmo, de carro;
- procurar informações junto à Defesa Civil municipal.
Todo o estado está sendo castigado pelas chuvas há, pelo menos, uma semana. Até o momento, 90 pessoas morreram e quatro óbitos ainda são investigadas.
Temporal no RS
Há 131 pessoas desaparecidas e 362 feridas em todo o Rio Grande do Sul. No total, 1.408.993 pessoas foram afetadas, 48.297 estão em abrigos e 156.056 estão desalojados nos 397 municípios atingidos pela chuva.
Ao menos 649 mil clientes da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) estão sem água, enquanto mais de 450 mil estão sem energia, segundo a CEEE Equatorial e a RGE Sul. Quanto à rede telefônica e de internet, há 20 cidades sem serviços da Tim, 172 sem os da Vivo e 19 sem os da Claro.
As regiões mais afetadas pelas chuvas no RS são: Central, Vale do Rio Pardo, Metropolitana, Serra Gaúcha e Vale do Taquari. O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública em 336 cidades. O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, suspendeu as atividades até o dia 30 de maio.
A Marinha do Brasil enviou equipes, embarcações, aeronaves e viaturas para ajudar no resgate. A Força Aérea Brasileira enviou helicópteros para resgatar vítimas em cidades isoladas por causa das interdições nas rodovias, como Candelária, por exemplo.
Situação das barragens
Há cinco barragens com risco de rompimento sendo monitoradas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). São elas: Usina Hidrelétrica (UHE) 14 de Julho, em Cotiporã e Bento Gonçalves, UHE Passo Fundo, Barragem de São Miguel, em Bento Gonçalves, Barragem Saturnino de Brito, em São Martinho da Serra, e Barragem do Arroio Barracão, em Bento Gonçalves.
Outras quatro barragens estão sob alerta, ou seja, quando anomalias causam risco à segurança da barragem. São elas: UHE Machadinho, UHE Barra Grande, Barragem Capané, em Cachoeira do Sul e Barragem do Assentamento PE Belo Monte.
Outras 13 barragens estão em atenção, ou seja, as anomalias não causam risco, mas devem ser monitoradas. São elas: UHE Dona Francisca, em Nova Palm, UHE Castro Alves, em Nova Roma do Sul/Nova Pádua, UHE Monte Claro, em Bento Gonçalves/Veranópolis, UHE Bugres - Barragem Divisa, em Canela, UHE Bugres - Barragem do Blang, em Canela, UHE Canastra, em Canela e Pequena central hidrelétrica Furnas do Segredo, em Jaguari.
Como ajudar?
Segundo as autoridades, desabrigados e desalojados que foram acolhidos pela Defesa Civil precisam não só de alimentos, como também de colchões, roupas de cama e banho e também cobertores. Quem mora na região de Porto Alegre pode contribuir presencialmente no Centro Logístico da Defesa Civil Estadual (avenida Joaquim Porto Villanova, 101, bairro Jardim Carvalho, Porto Alegre).
Além de receber doações de vários itens, as autoridades permitem a doação de qualquer tipo de valor em dinheiro. Para permitir a colaboração de pessoas de outras cidades e estados, o Governo do Estado criou uma chave Pix para receber doações. Quem quiser contribuir, pode fazer um Pix para o CNPJ 92958800000138.
Confira os itens mais necessários no momento:
- água potável (item mais necessário no momento)
- cobertores
- colchões
- roupa de cama
- toalhas de banho
- kits de higiene pessoal
- kits de limpeza
- kits de alimentos
- ração animal
- fralda infantil e geriátrica
O órgão pontua a importância que os kits já venham organizados e prontos, para a distribuição acontecer de maneira mais ágil.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



