Grupo que usou Havan para cometer golpes é alvo da PC
Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão; grupo movimentou R$ 576 mil

Uma quadrilha que aplicava golpes utilizando o nome da loja de departamento Havan foi alvo das Polícias Civis de Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Segundo a PCSC, as investigações começaram após ser identificada a abertura fraudulenta de uma conta bancária em nome da Havan. Foram utilizados indevidamente os dados empresariais da loja, sem autorização de representantes legais.
No ano passado, a conta recebeu R$ 576 mil em apenas 24 horas. O dinheiro era proveniente de vítimas de golpes em vários estadosdo país. Depois do recebimento, o dinheiro foi repassado a contas vinculadas ao grupo.
A PC apontou indícios típicos de lavagem de dinheiro. Sete suspeitos foram identificados, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Valinhos-SP, Caraguatatuba-SP, Ponta Grossa-PR e Viçosa-MG.
Ao fim das investigações, os criminosos podem ser responsabilizados por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Em nota, a Havan, por meio do dono, o empresário Luciano Hang, informou que tem "atuado de forma constante para denunciar conteúdos falsos e cobrar medidas das plataformas digitais".
Ele fez um alerta para outros golpes. "Havan não realiza investimentos, não pede depósitos, não solicita transferências, nem faz o cartão Havan de forma virtual, apenas presencial nas nossas lojas físicas. Quando alguém vê esse tipo de anúncio ou recebe esse tipo de proposta, precisa desconfiar. A orientação é não fazer pagamentos e buscar os canais oficiais da empresa", afirmou.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



